A Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) concluiu na manhã desta terça-feira (22) as investigações sobre o incêndio à 13ª Vara Criminal de Goiânia, ocorrido no último dia 26 de novembro, próximo à Assembleia Legislativa. Zaine Martins Rocha, companheira do mandante do crime Vitor da Costa, Vanelson Soares Rocha Nunes e Gabriel Gomes da Silva foram presos suspeitos de provocar o incêndio.

De acordo com o titular da DEIC, Kleber Toledo, a Polícia Civil (PC) utilizou imagens do circuito interno do Tribunal de Justiça para identificar o veículo utilizado pela quadrilha e também os envolvidos. Ainda segundo o delegado, os suspeitos teriam tentado incendiar o local para destruir processos em desfavor de um dos integrantes Vitor da Costa, que já estava preso na CPP.

“Ele (Vitor) pediu para que a esposa dele, a Zaine, desse um fim no processo de homicídio que ele respondia. A partir daí, ela e o irmão, Vanelson, se uniram ao Gabriel, que é um amigo deles, e planejaram toda a ação criminosa, que culminou no incêndio na 13ª Vara Criminal e também na sala imediatamente ao lado, que é utilizada pela Procuradoria Geral do município”, esclarece o delegado, que complementa afirmando que 28 dos processos em tramitação no prédio ficaram danificados, mas recuperados posteriormente.

Vitor da Costa havia sido preso cinco dias antes do incêndio por ser membro de uma associação criminosa que assaltava bancos em cidades do interior goiano. Um dos crimes, inclusive, foi o ataque ao Banco do Brasil no município de Matrinchã, região leste do Estado.

Se forem condenados, os suspeitos podem pegar entre 7 e 17 anos de prisão pelos crimes de incêndio doloso majorado a prédio público, supressão de documento público e associação criminosa.