No último final de semana o PSDB conheceu seu novo presidente do diretório municipal em Goiânia, o deputado estadual Fábio de Sousa. Despretensiosamente, depois de eleito o deputado iniciou uma discussão a respeito do déficit de vagas para atendimento às crianças na educação infantil, em Goiânia.

 

Fábio de Sousa afirmou que faltam vagas para o atendimento de crianças na cidade nas creches da capital, gerenciadas pela Prefeitura de Goiânia. “Segundo dados do próprio Ministério Público existem aí de 13 a 14 mil crianças nos cadastros das prefeituras esperando vagas pra creches”, declarou Fábio, em entrevista à RÁDIO 730.

“São crianças de 0 a 2 anos, de 0 a 3 anos, que a mãe precisa colocá-la num lugar, numa creche, em um lugar apropriado, pra poder trabalhar. A criança precisa ficar em uma creche apropriada, e nós estamos com esse déficit terrível de creches, de CMEIS pra atender essas crianças. Essa falta de preocupação do ser humano é que talvez tenha atiçado o coração do professor Nion, que sempre zelou por de Goiânia, a falar uma coisa dessas”, declarou o novo presidente do PSDB na capital.

Neyde Aparecida rebate

A partir da declaração do pastor Fábio e Souza, a Secretária Municipal de Educação, Neyde Aparecida, imediatamente, contestou os dados do deputado.

Segundo ela, o prefeito Paulo Garcia vai à Brasília, no próximo dia 24, para acompanhar a assinatura da autorização da construção de três outros Centros de Educação Infantis (CMEIS), autorizados pela presidenta Dilma Rousseff. A Secretária informou que  atualmente a rede municipal atente 19 mil crianças. 

“Nós estamos uma demanda reprimida por volta de 5 mil. Nós estamos com mais 20 CMEIS em construção e a orientação do prefeito Paulo Garcia é que nós procuremos construir na verdade, ao invés de 20, 40 CMEIS”, informou ela.

Neyde explica que em 2009 o Plano Nacional de Educação estabeleceu que a prefeitura tem até 2016 para atender toda a demanda da educação infantil.

A Secretária ainda se defende dizendo que os governos anteriores não se preocuparam com a questão. “Até 1996 a educação infantil não fazia parte do sistema educativo brasileiro. Era creche mesmo, como erradamente o deputado está chamando o CMEI. Era apenas o local de deixar as crianças para as mães trabalharem”, afirmou.

Segundo ela, em 2004, ao final do governo de Pedro Wilson, eram 4200 vagas para este tipo de serviço, e hoje já são 19 mil. 

“Goiânia é exemplo hoje, mas não há planejamento que dê conta dessa demanda em tão pouco tempo”, concluiu. A Secretária de Educação diz que são atendidos quase 140 mil alunos pela rede pública municipal. Dessa quantidade, 120 mil são da educação fundamental e 20 mil na educação infantil. De acordo com Neyde, hoje 100% da demanda de ensino fundamental é atendida.