O futebol brasileiro vive momentos decisivos neste momento. Alegando divergências na negociação dos direitos de transmissão da TV para o Campeonato Brasileiro, o Corinthians se desfiliou ontem do Clube dos 13. Os quatro grandes clubes do Rio, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco não se desvincularam totalmente, mas se manifestaram dizendo que irão negociar seus direitos separadamente.


Ouça parte da entrevista:

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O Coritiba também seguiu o mesmo rumo, e agora a expectativa está por conta dos outros clubes. Os rumos dessa história podem mudar o panorama do futebol brasileiro. Entretanto, o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, fez questão de mostrar sua indignação com esta briga política acerca do impasse nos direitos de transmissão.

Kalil citou os números propostos pelo edital do C 13, em que o valor mínimo aceitado é de R$ 500 milhões por ano, que seriam repassados aos clubes associados à entidade. O edital prevê que, caso a Globo ofereça pelo menos 90% do valor oferecido por uma concorrente, que até o momento é a Record, o acerto final será com a emissora carioca, em respeito aos 24 anos de parceria que mantém com o Clube dos Treze.

Em um cenário em que o valor fosse o de R$ 500 milhões, somente relativo aos direitos de TV aberta, Kalil divulgou os números que cada clube passaria a receber. O Goiás, que está no grupo dos clubes que recebem a menor quantia, pularia do valor de R$ 9,2 milhões, para R$ 24 milhões anuais, com R$ 14 milhões adiantados. 

Segundo Kalil, somando os valores de TV paga, placas, telefonia, internet e direitos de transmissão internacional, o montante pode chegar a no mínimo R$ 800 milhões, sendo que a previsão é de que o acordo seja firmado em R$ 1,3 bilhão anuais. “Esses são números, o resto é só cada um explicar porque não querem participar”, declarou.