O saldo (diferença entre exportações e importações) da balança comercial goiana voltou a ficar positivo em março, em US$ 45,01 milhões, depois de ter registrado números negativos nos últimos cinco meses. A recuperação do valor foi graças ao crescimento das exportações, impulsionado por maiores vendas de soja e seus derivados, que praticamente triplicaram no mês passado, na comparação com fevereiro.

As exportações goianas, em março, somaram US$ 384,42 milhões, o maior valor para o mês, de todos os tempos, e significaram um aumento de 59% na comparação com fevereiro. As importações também continuam elevadas, totalizando US$ 339,41 milhões, ou seja, 39% a mais do que no mês anterior.

O superintendente de Comércio Exterior da Secretaria de Indústria e Comércio (Sucex/SIC), Joni Ronni Pessoni, acredita que, a partir de agora, as exportações goianas continuarão em alta. Ele cita que, no mês passado, já foram retomadas as vendas de soja e seus derivados. As remessas de carnes (bovinas, suínas e de aves) para o exterior também estão em ritmo acelerado e a China, que tem sido o maior parceiro comercial de Goiás, voltou com força às compras. Este ano, a China tinha perdido a posição de primeiro colocado entre os principais compradores de produtos goianos, mas voltou a ocupar o espaço em março último.

Ronni Pessoni observa, também, que muitos dos produtos que foram importados pelas empresas goianas, nos últimos meses, entre eles motores e peças para veículos e insumos farmacêuticos, e que contribuíram para puxar para cima as importações, ultrapassando as exportações, já agregaram valor à produção. Com isso, no mês passado, aparecem, com destaque, entre os itens das exportações veículos e medicamentos.

Mas os produtos que Goiás mais exportou, no mês passado, continuaram sendo soja e seus derivados (soja em grãos e farelo), carnes, minérios (sulfeto de cobre, ferroligas, nióbio, amianto e ouro) e alimentos (açúcar, conservas alimentícias, milho, café, leite e outros).

Os maiores compradores de produtos goianos, em março, foram a China (32,97% do total), Espanha, Holanda, Rússia, Suíça e Irã. Entre os produtos importados estão veículos, motores e peças; insumos farmacêuticos, máquinas e instrumentos mecânicos, químicos orgânicos e adubos, vindos, basicamente, da Coreia do Sul, Japão, Estados Unidos, Suíça e Tailândia.

Fonte: Da Assessoria de Imprensa