A cidade convive com as máfias e o fato é que elas estão cada vez mais fortes. Quanto mais se critica, mais a irregularidade ganha força. É o caso dos danos à urbanização. Parece que não é com ninguém. Não é com o Ministério Público. Não é com o Crea. Não é com a prefeitura. Enquanto isso, empreiteiros e especuladores imobiliários lucram com o malfeito. Resta apurar se quem se omite também leva alguma coisa.

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Já se considera normal o prefeito obrigar sua bancada na Câmara a mudar o Plano Diretor para agradar a amigos. Não a amigos da cidade, mas a amigos do alheio. Pode fazer prédio de qualquer altura em ruas de qualquer largura. Não importa o impacto de trânsito, ambiental ou de vizinhança. Não importam os riscos. Não importa nada além de cofre cheio para as máfias.

É absurdo o Ministério Público não se insurgir contra a poluição visual, sonora e dos recursos hídricos.

Para a Promotoria de Urbanismo, os lavadores de carro da Praça Tamandaré prejudicam mais a cidade do que o imenso shopping a poucos metros do Córrego Caveirinha.

Para o Crea, o barracão feito pelo pedreiro sem autorização está mais irregular que o arranha-céu erguido sem o cálculo de riscos. A escada do Corpo de Bombeiros só consegue combater incêndio até o 10º andar. Quem mora do 11º acima pode torrar nas labaredas. A mesma escada precisa de 10 metros de largura para colocar sua base contra o fogo. E a maioria dos prédios está em ruas bem mais estreitas.

Resumindo, as máfias continuam crescendo, ninguém combate e o povo que se exploda.