Fica a dica!!!!! Como o próprio nome já diz, é nosso espaço para sugestões. Vamos garimpar dicas de filmes, livros, discos, locais e qualquer outra coisa que não esteja em destaque no momento é o festival que marcou uma época, o Woodstock.
Um festival que marcou o mundo
O Woodstock não foi apenas um festival de música. Trata-se de um evento que mexeu com todo o mundo. Um mês após de o homem pisar na lua, em meio aos protestos contra a guerra do Vietnã, ao escândalo de Ted Kennedy e aos ataques de Charles Manson, quatro jovens resolveram mostrar o lado alegre de 1969. Com muito barulho, é claro. O festival de Woodstock, que celebre em agosto 43 anos, se firmou como uma lenda que exemplifica rigorosamente a era hippie e o marco da contracultura e da história da música popular. Depois de Woodstock a juventude nunca mais foi a mesma.
Para mostrar toda a estrutura musical por de trás do evento e discutir a relevância dos jovens que participaram do festival, o cineasta Michael Wadleigh resolveu criar um filme que dialogasse com todas as magnitudes ocorridas em 1969. Criou então o longa-metragem em documentário Woodstock – onde tudo começou, lançado em 1970 e que foi um dos maiores divulgadores do festival em todo o mundo, inclusive na américa latina, em países como argentina, Bolívia e Brasil.
Editado por ninguém menos que Martin Scorsese e Thelma Schoonmaker, foi indicado ao Oscar de melhor trilha-sonora, melhor edição e melhor documentário, vencendo este último. Apesar disso, algumas cenas da produção foram retiradas. Anos depois, em contrapartida, Michael lançou a sua versão oficial, expandida para 225 minutos, o que só comprova que o filme possui um significado cultural, histórico e estético para as produções posteriores.
A forma com que o diretor filmou é de deixar os roqueiros desta década loucos para voltarem ao tempo para poderem participar do festival mais importante da história da música. Em algumas partes, nota-se a despretensão de Michael em realizar um filme “digno de premiações”. O que ele queria mesmo era que seu longa retratasse com fidelidade a pré-produção e durante o Woodstock. Ele mesmo afirmou durante algumas entrevistas que estava apenas se divertindo.
Foi divertido para ele e para os seus espectadores, que souberam apreciar o seu filme. A produção é fiel aos três dias de muita música que aconteceram numa fazenda, no estado de Nova York, nos estados unidos. Michael tinha 27 anos quando decidiu filmar os shows do lendário festival. Foi um os únicos cineastas a registrar o evento.
O filme intercala celebrações e delírios da plateia de meio milhão de pessoas a performances definitivas de Janis Joplin, Jimi Hendrix, Joe Cocker e uma galeria de nomes e bandas mitológicas. Além disso, possuem entrevistas, bastidores, exibições de shows e apresentações musicais.
A trilha sonora e a gravação de imagens fotográficas e cinematográficas fizeram com que o festival de Woodstock alcançasse as gerações posteriores com seus ideais antibelicistas. O documentário mostrou ao mundo algo antes nunca sonhado: em torno do imenso palco, cerca de 500 jovens viveram experiências únicas com uma mensagem de paz e a favor das liberdades ao som de grandes nomes do rock’n’roll.








