Olavo Noleto, Assessor de Assuntos Federativos da Presidência Da República, explicou, em entrevista à RÁDIO 730 na manhã desta terça-feira, a negociação da CELG com o governo federal com o objetivo de salvar a empresa.
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Noleto é o representante da presidência na assinatura do acordo de intenções para a negociação. Ele destacou que o empréstimo é a única forma de fazer com que a companhia fique em dia com as concessionárias e subsidiárias da Eletrobrás, com credores e volte a prestar o melhor serviço para a população.
O assessor informou ainda que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – empresa que tem responsabilidade de fiscalizar as Centrais Elétricas no Brasil – já estaria pronta para decretar a caducidade da CELG.
“Ela ficaria desautorizada de continuar operando, a Eletrobrás teria que absorvê-la e passar esta demanda para outra companhia por meio de um a licitação. Se isso acontece, a empresa fica com suas dívidas e problemas e não tem o produto para vender, portanto é falência”, alertou Noleto.
“Alguém vai pagar esta dívida. A CELG é um patrimônio do povo goiano e se tiver sua caducidade decretada todo o passivo vai ser pago pelos cofres públicos estaduais”, avisou ainda.
A NEGOCIAÇÃO
Segundo Noleto, a negociação consiste basicamente em alongar a atual dívida que a companhia já tem por uma com Taxa de Juros de Longo Prazo (a chamada TJLP).
De acordo com ele, a análise das contas do Estado pelo Tesouro Nacional, possibilitou uma verificação de que o governo conseguiu enxugar muito as contas e tem uma capacidade de pagamento muito maior do que tinha há três anos, fazendo com que a negociação pudesse ser viabilizada.
O empréstimo tem cerca de dois anos de carência e o Estado teria 20 anos para pagamento. “Com a negociação, a partir de 2015, o Estado terá uma companhia energética que deve estar entre as cinco maiores do país”, ressaltou.
Questionado sobre a aprovação do empréstimo na Assembléia Legislativa, Noleto disse não acreditar que a negociação seja inviabilizada pelos deputados. “A discussão de porque a empresa chegou aqui não é minha, mas a situacão hoje é gravíssima”, alertou.











