No dia 23 de setembro é celebrado o Dia Internacional das Línguas de Sinais, uma data que chama atenção para a importância da comunicação e dos direitos das pessoas surdas. Dentro da escola, esse debate ganha um significado ainda maior: aprender Libras pode aproximar estudantes surdos e ouvintes, facilitar a convivência e contribuir para uma educação mais inclusiva.

Assista à entrevista

Para entender a importância da Libras na educação e o papel de alunos, professores e intérpretes nesse processo, o Ser Goiás na TV conversou com as professoras Cleidiane Alves da Silva e Kelly Francisca da Silva Brito, do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAS). Na entrevista, elas explicam como a língua de sinais contribui para a comunicação e para a participação dos estudantes no ambiente escolar. Confira a conversa no vídeo.

Uma língua para se comunicar

Para a comunidade surda, a Libras é uma língua fundamental para a comunicação e para a construção da identidade. Cleidiane destaca que sua presença na escola também permite que alunos ouvintes conheçam melhor a realidade das pessoas surdas e aprendam a interagir com elas.

“É importante a Língua de Sinais para a comunidade surda, para comunicar para nós surdos e também outros espaços da sociedade”, explica.

Nesse contexto, oferecer contato com Libras desde cedo pode ampliar as possibilidades de convivência. Segundo a professora, crianças e adolescentes ouvintes podem aprender a se comunicar com colegas surdos e desenvolver uma percepção maior sobre a diversidade linguística.

O intérprete dentro da sala

Outro personagem importante nesse processo é o intérprete de Libras. Ele atua como mediador da comunicação entre a língua de sinais e a língua utilizada pelo professor em sala de aula.

“O intérprete é aquele que media, ele é o mediador de uma língua para a outra. O professor está lá ensinando e ele faz essa mediação”, explica Cleidiane.

A presença desse profissional ajuda a garantir que o estudante surdo tenha acesso ao que está sendo trabalhado em sala. Ao mesmo tempo, a professora ressalta que o intérprete não substitui o professor: seu papel é contribuir para que a comunicação aconteça e o aluno possa acompanhar o processo de escolarização.

E quem não é surdo pode aprender?

Aprender Libras também pode fazer parte da formação dos estudantes ouvintes, mesmo quando não há uma pessoa surda na família ou na turma. Para Cleidiane, esse contato desde cedo ajuda a construir uma escola mais aberta à diversidade e pode fortalecer atitudes de empatia.

“No NAS nós temos Libras Kids e também Libras Teens. As crianças e adolescentes aprendem a comunicar com o surdo”, conta. A professora reforça que, quanto mais cedo acontece esse contato, mais natural pode ser o processo de aprendizagem da língua.

Mais acessibilidade, mais participação

A inclusão depende também de informação e formação. Segundo as professoras, ainda existe uma necessidade de ampliar a capacitação de profissionais e o conhecimento das famílias sobre os direitos relacionados à escolarização das pessoas surdas.

Para os estudantes, uma das possibilidades está justamente em se aproximar desse universo. “Eu quero que eles se sintam motivados para aprender a língua de sinais, que eles tenham interesse”, diz Cleidiane.

Dentro da escola, aprender Libras pode significar mais do que aprender uma nova forma de comunicação. É também conhecer uma língua, uma cultura e uma realidade diferente da própria, criando caminhos para que mais estudantes possam participar, interagir e aprender juntos.

SER Goiás na TV

O SER Goiás na TV é um programa educativo diário produzido pela Fundação Sagres, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO), que amplia a experiência da sala de aula por meio da televisão ao integrar comunicação e educação.

O programa aborda o reforço escolar, a recomposição das aprendizagens e os desafios contemporâneos da educação básica, oferecendo conteúdo construtivo, instrucional e orientador para estudantes, famílias e comunidade, com entrevistas, videoaulas e diretrizes pedagógicas alinhadas às políticas educacionais, em consonância com o ODS 4 – Educação de Qualidade, da Organização das Nações Unidas, reafirmando o compromisso com uma aprendizagem inclusiva, equitativa e transformadora. Todos os dias, uma edição inédita, a partir das 14h, na Demà Sagres TV.

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