O contrato entre a Secretaria Estadual de Saúde e a Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas de Goiás (COOPANEST), foi prorrogado por quatro meses.
O convênio terminou no dia 31 de agosto e ainda em dezembro de 2009, a secretaria informou as 17 cidades contempladas que a partir da data do vencimento do contrato, os municípios deveriam assumir a responsabilidade. No entanto, os representantes pediram um prazo até 31 de dezembro, pois ficaria difícil colocar nos orçamentos administrativos deste ano.
Segundo o presidente da Coopanest, Antônio Leonardo da Silva, os elementos deste aditivo, se deve a intermediação temporária desses contratos que devem ser acordados sob medida de responsabilidade com os municípios a partir do dia 1º de janeiro.
Para que a prorrogação seja concluída, foi assinado um termo de ajuste de conduta pelos secretários municipais de saúde, no qual se comprometeram a assumir o serviço de anestesiologia a partir de 31 de dezembro.
Irani Ribeiro, afirma que será feita uma proposta para o estado dar uma contrapartida de 50% para cada município. “Os municípios apresentaram dificuldades em fazer esse pagamento e por não ter planejado esse recurso para 2009. Portanto conversamos com o governador e ele nos autorizou a fazer essa contrapartida em prorrogar os contratos até o dia 31 de dezembro, mas desde que os municípios a partir do mês de janeiro assumam sua responsabilidade”, afirma a secretária.
O contrato foi firmado há 20 anos e a prefeitura de Goiânia não concorda em assumir a responsabilidade do serviço a partir de 1º de janeiro do ano que vem. Isso é o que relata assessor jurídico da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, Jefferson Leite, de que o município não mudará a posição e não assumirá o serviço.
“Nem que o estado queira pagar 50% do valor, o município vai aderir à assinatura do contrato, pois quando assinarmos com essa cooperativa todas as outras categorias vão querer os mesmos benefícios”, ressalta.
De acordo com a secretária o pagamento será feito conforme a negociação do contrato, uma vez que a preocupação é com a população. “A população não merece ficar desassistida, por tanto vamos pagar esse valor até 31 de dezembro”, destaca.
O Ministério Público (MP) comprometeu a fazer o termo de ajuste com o município de Goiânia que deve ser apresentado na primeira semana de dezembro.
Para Jefferson não se trata somente de uma questão financeira, mas também técnica no que caracteriza em sistema único de saúde no estado de Goiás.







