Marcelo Almeida saiu em defesa do Goiás na polêmica sobre a arbitragem (Foto: Sagres 730)
As declarações de Adson Batista no final de semana não ecoaram bem na Serrinha. Na semana do clássico com o Goiás, que está marcado para domingo, o presidente do Atlético disse que “não há erros de arbitragem com o Goiás e que o clube é historicamente beneficiado pela arbitragem”. Incomodado com o assunto, o presidente esmeraldino, Marcelo Almeida, saiu em defesa da equipe e provocou o lado rubro-negro.
“Eu conheço o Adson (Batista). Em todo clássico, ele provoca este tipo de polêmica. O que me causa estranheza é que o Adson falou de um jogo nem dele era. Era do Goiânia. Por que ele está preocupado com um jogo que não era o dele? Porque no nosso jogo, aqui na Serrinha, nós demos um baile no Atlético e ele não pode falar nada porque não teve nenhum lance polêmico”, disse o dirigente.
Em termos de competição, o clássico do domingo não tem tanto apelo para o Goiás no Campeonato Goiano. Classificado com um turno de antecedência, o esmeraldino é o primeiro colocado e só deixa a liderança se for derrotado nos dois últimos jogos e se perder a vantagem de oito gols de saldo para o rival rubro-negro.
Apesar da pouca relevância técnica, os dois dirigentes já apimentaram a partida marcada para o Estádio Antônio Accioly no domingo. A arbitragem ainda não está definida, mas o escolhido não preocupa o presidente esmeraldino que rebateu Adson Batista sobre o Goiás ser beneficiado.
“Eu não concordo com o que ele falou. É uma declaração leviana. Ele faltou com respeito aos árbitros. Assim que ele alega que o Goiás tem vantagem, ele diz que os árbitros são levianos, vendidos. Eu não concordo. Nossa arbitragem é de uma qualidade reconhecida nacionalmente. É uma das melhores do Brasil”.
Sem querer aumentar a tensão da partida, Marcelo Almeida diz que estas provocações, com o intuito de pressionar a arbitragem, não podem mais serem toleradas no futebol atual.
“O que o Adson falou é perigoso. Ele está usando um tema, que no meio jurídico, seria um habeas corpus preventivo. Ele está tentando justificar um possível erro de arbitragem que não aconteceu. Isso é praticar um futebol antigo, onde esse tipo de coisa hoje não cabe. Estamos vivendo um futebol diferente, um futebol moderno, uma administração moderna. Não existe mais bobo no futebol e isso vem simplificar o que o velho futebol fazia. É apenas para apimentar o clássico do fim de semana”, concluiu.









