Foto: Douglas Monteiro/VNFC

O técnico Eduardo Baptista lamentou a derrota nos pênaltis para o Juventude, na noite desta terça-feira (7) pela 4ª fase da Copa do Brasil, diante de mais de 21 mil colorados no Estádio Serra Dourada.

“Primeiro, pedir desculpa ao torcedor, que compareceu em massa, fez o papel dele, foi bonito de ver. A gente tem que pedir desculpa aqui em nome de comissão e jogadores. Nós lutamos. Não vejo parte psicológica atrapalhando, nós fomos intensos nos 90 minutos. No primeiro tempo, em 12 minutos, foram 4 chances criadas. Foi um jogo duro. O Juventude se fechou bem, e infelizmente, quando tivemos as oportunidades, pecamos”, analisa.

Nas cobranças, o meia-atacante Danilo e o zagueiro Patrick William desperdiçaram para os colorados. Alan Mineiro, Juninho e Rafael Santos, converteram. Baptista justificou as escolhas dos batedores.  

“Os batedores são os que melhor batem. Alan e Rafael pediram, e quando se tem um jogador do tamanho do Danilo nos seu time, é irresponsabilidade dar para um menino bater e não dar para o Danilo. Ele estava confiante, o Danilo é um cara campeão mundial, que tem uma história, e um cara desse não foge da responsabilidade”, afirma. “Foi muito difícil a escolha, é loteria”, acrescenta, lamentando a quantidade de atletas com cãibra após os 90 minutos.

Com a eliminação, o Vila Nova deixou de embolsar R$ 2,5 milhões, quantia que o Juventude garantiu pela classificação às oitavas, nas quais enfrentará o Grêmio. Eduardo Baptista reconhece que o valor fará falta nos cofres colorados, mas acredita no equilíbrio das contas coloradas.

“Apesar das dificuldades, é um clube equilibrado. O Ecival é um cara que comanda à rédea curta essa parte financeira. Lógico que esse dinheiro seria fundamental, a gente buscava isso. Acho que os jogadores buscaram isso no campo. Faz falta, mas o Vila é um clube equilibrado e não vai acabar sem esse dinheiro”, pondera.