(Foto: Divulgação Flamengo)
Após o incêndio no Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, que deixou 10 jovens mortos e três feridos em fevereiro deste ano, a fiscalização em alojamentos destinados às categorias de base passaram a ganhar mais atenção da fiscalização.
Até por isso, o juiz Giuliano Morais Alberici, respondendo pela 1ª Vara Cível, Família e Sucessões e Infância e Juventude de Senador Canedo, determinou a suspenção das atividades de um alojamento que abriga 68 adolescentes de vários estados, localizado no bairro Mansões Boa Sorte, em Senador Canedo.
Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público (MP-GO), o centro de treinamento estava funcionando de forma irregular e sem autorização. Além da interdição, a Justiça ordenou que os jovens sejam recolocados em um lugar adequado e seguro.
O projeto era custeado pelos pais dos alunos sob a promessa de que os garotos serão recrutados por times profissionais de futebol. No entanto, as acomodações não apresentavam condições mínimas de higiene e a alimentação fornecida era insuficiente para os adolescentes.
No processo conta ainda que os jovens não recebiam assistência educacional, psicológica, médica e odontológica. Em caso de descumprimento da ordem judicial, Giuliano Morais fixou a multa diária no valor de R$ 30 mil.
“De acordo com a narrativa do Ministério Público, os adolescentes em questão, movidos pelo sonho em comum de serem recrutados por grandes times de futebol, estão sendo submetidos a tratamento degradante e humilhante, desprovidos de condições mínimas de moradia, alimentação, educação, profissionalização, comunicação, saúde física e mental, convivência familiar e comunitária, e, até mesmo, de liberdade de ir e vir”, salientou o juiz.
Com a denúncia do Ministério Público, Conselho Tutelar e CREA realizaram uma visita no local e constataram que o local não estava suficientemente adequado.
Além disso, o alojamento recebeu ordens de interdição da Vigilância Sanitária, devido ao descumprimento de 61 exigências sanitárias, bem como da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano, por estar em atividade sem o devido alvará de localização e funcionamento emitido pela Prefeitura Municipal.
Vale lembrar que os centros de treinamento destinados às categorias de base de Atlético, Goiás e Vila Nova foram fiscalizados e liberados para funcionamento.








