Foto: Reprodução / Internet

Até terça-feira (10), 14 dos 20 países que compõem a América Latina já haviam confirmado pelo menos dois casos de pessoas infectadas pelo coronavírus. Os seis países que ainda não registraram a doença tiveram suspeitas, mas foram descartadas. Os dados são de um relatório da ONU divulgado nesta quarta-feira (11).

A pesquisa descreve ainda que em 35% dos países infectados o registro de transmissão foi local, o que significa que o vírus já circula no interior dos países. Além de acompanhar o crescimento dos números, a ONU tem divulgado o que eles chamaram de “conselhos sobre a doença de coronavírus”. O material conta com tópicos como “como usar máscaras”, “caçadores de mitos”, que desmentem as fake news, e “dicas de viagem”.

Diante de um número tão alto por contaminação local, muitos países da América Latina já aderiram as dicas de prevenção, que são padrões internacionais. Entre elas estão, lavar bem as mãos, usar álcool em gel e evitar contato com olhos e boca. Confira outras dicas com a médica infectologista Marianna Tassara em entrevista à Rádio Sagres nesta sexta-feira (13).

Mas além das prevenções pessoais, grandes empresas têm ajudado a conter a propagação do vírus na América Latina. A Uber, empresa de transporte por aplicativo, suspendeu 240 contas no México. Por meio de seu perfil no Twitter, a empresa alegou que as pessoas estavam sendo suspensas por suspeita de terem interagido com motoristas e passageiros que tenham contraído o coronavírus. Na nota, a empresa ressalta que a situação começou com um passageiro, que repassou o vírus a um motorista, que pegou novas viagens e colocou novos passageiros em risco.

Outras empresas de grande porte, como a empresa farmacêutica brasileira Hypera Pharma, adotaram medidas preventivas. A empresa cancelou viagens e recomendou quarentena aos funcionários que estiveram no exterior recentemente. O mesmo procedimento já está sendo adotado pelo poder judiciário em Goiás.

Para garantir a saúde dos funcionários, tem se popularizado nas empresas medidas de prevenção à contaminação. Por exemplo, substituição de reuniões presenciais por vídeoconferências, reforço de higienização das maçanetas, limpeza contínua de máquinas de café e restrição de utilização de elevadores.

*Dili Zago é estagiária do Sistema Sagres de Comunicação, em parceria com o IPHAC e a Faculdade Araguaia sob supervisão do jornalista Vinicius Tondolo.

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