Em entrevista à TV Anhanguera nesta segunda-feira (1º), o senador e governador eleito Marconi Perillo (PSDB) disse que vai propor parcerias aos prefeitos oposicionistas de Goiânia, Paulo Garcia (PT), de Aparecida, Maguito Vilela (PMDB), e de Anápolis, Antonio Gomide (PT). “Governo não deve fazer oposição a governo”, defendeu o tucano.

Seguindo essa premissa, Marconi contou que conversou com o governador eleito do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), nesta segunda-feira (1º). “Temos uma extensa agenda no Entorno”, lembrou ele, informando que deve se encontrar com o petista na próxima semana para discutir o assunto. O tucano também avisou que não vai demorar a procurar a presidenta eleita, Dilma Rousseff (PT).

“Os palanques foram desarmados ontem”, declarou. Pouco antes, o governador eleito reconheceu que o ex-adversário Iris Rezende (PMDB) tem “história e marca” em Goiás e afirmou que vai “respeitá-lo sempre”. Ressalvou, porém, que teria sido vítima de “panfletos apócrifos” no segundo turno.

Marconi Perillo adiantou ainda que já tem “bons nomes pensados” para o secretariado.  “Todos serão ouvidos, mas os auxiliares serão definidos de acordo com critérios e perfis; esse vai ser o governo do critério”, comunicou. De acordo com ele, a prioridade da próxima gestão é concluir o plano de governo e que os auxiliares deverão cumprir metas previstas num “contrato de gestão”. Em caso contrário, deixarão a equipe.

O senador mencionou que, se necessário, vai se encontrar com o governador Alcides Rodrigues (PP), ex-aliado. A intenção, no entanto, é forma uma equipe de transição “enxuta” para obter informações sobre as contas do Estado. O pepista já se mostrou aberto ao diálogo, classificado por Marconi como “o mínimo que se pode esperar”.

O tucano voltou a dizer que teria enfrentado “poderosas máquinas” durante a eleição e que teria sido alvo de uma campanha de “desconstrução de imagem”. Para ele, o retorno ao governo será uma oportunidade de provar a sua “lisura” e “seriedade”. Marconi também ressaltou que aprendeu a conviver com o contraditório, um comportamento que teria sido forjado na “luta contra a ditadura”.