O grande nome da narração esportiva do rádio brasileiro, Edson Rodrigues, recebeu a visita do grande narrador esportivo da televisão. Galvão Bueno visitou o camarote 730, que estava instalado no hall do Castro´s Park Hotel, durante a semana em que a seleção brasileira esteve hospedada em Goiânia. Edson Rodrigues e os comentaristas puderam questionar Galvão sobre diversos assuntos, mas principalmente, sobre a seleção brasileira.

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Pouco antes do amistoso entre Brasil e Holanda, o narrador da Rede Globo, Galvão Bueno, visitou o estúdio das Feras da 730 no Castro’s Park Hotel. Durante o encontro, os dois relembraram momentos marcantes da carreira e comentaram sobre a seleção brasileira que ficou apenas no 0x0 com o selecionado holandês.

Amigos de longas datas, Galvão e Edson lembraram um encontro dos dois na cidade de São Luiz – MA. O fato ocorreu há 20 anos. Após um jogo da seleção brasileira, Galvão Bueno convidou Edson Rodrigues para um jantar. Retraído, Edson não queria aceitar o convite, mas convencido por Galvão, acabou indo para um restaurante na capital maranhense.

“Após o jogo ele viu que eu estava meio descabreado. Ele falou você vai, vai comigo, vai no meu carro, é meu convidado. Esse dia eu fui tomar pinga. O Galvão gosta de uma pinguinha, ele falou rapaz ‘você não é homem não, toma uma pinga’, lembra Edson Rodrigues.

Bom de memória, Galvão Bueno, também se lembrou do fato. “Isso que ele está falando faz mais de vinte anos, nós nos conhecemos há muito tempo. Ainda bem que ele é narrador de rádio, se fosse narrador de televisão eu iria perder pra ele”, brincou.

Seleção Brasileira

Edson Rodrigues se lembrou de grandes times que a seleção brasileira já teve. O número um do rádio esportivo destacou a falta de um pé de ferro na equipe canarinho. A comentarista Cecília Barcelos questionou o narrador da Globo sobre o trabalho do técnico Mano Menezes e as alterações que estão sendo feitas.

“O Mano é bastante inteligente. Ele entendeu que a torcida brasileira não quer mais aquele jogo robotizado, aquele jogo em que você estrategicamente se encolhe pra jogar no contra – ataque. Ele usou uma palavra: o Brasil precisa voltar a ser protagonista, o Brasil tem que voltar a mandar nos jogos”, destaca.

Cecília Barcelos levantou outro assunto: a renovação da seleção brasileira

“Eu acho que o trabalho começa bem, o trabalho teve duas derrotas que são normais, para a Argentina e França. A gente perde para a França todo dia, ganha de todo mundo, mas perde pra França. Acho que ele (Mano Menezes) está fazendo uma mescla, ele trouxe de volta o Júlio, o Lúcio, com isso ele diz ‘não posso perder três seguidas’. Ele trouxe o reforço de gente firme, forte e com experiência. Temos uma defesa excepcional com o Lúcio e o Thiago Silva, o Daniel Alves jogando muitíssimo bem, ainda temos alguns talentos espalhados. Lamento ainda não termos o Kaká no ponto para estar de volta”.

Galvão Bueno ainda lembra alguns nomes que poderão integrar a seleção. “Eu vejo, por exemplo, três jogadores que poderiam estar nesta seleção. Dois deles, obrigatoriamente, o Marcelo é pra mim o maior lateral-esquerdo do mundo e o Hernandes eu não sei o que acontece, ele cometeu um erro contra a Argentina, colocou o pé no peito do adversário, foi expulso, mas…”, aponta.

Marcelo Borges perguntou: o povo brasileiro estava acostumado a ver Careca, Romário, Bebeto e por último Ronaldo. Hoje, qual jogador você acha que se encaixa nessa característica? Nós temos Robinho de um lado e Neymar do outro, mas falta a referência.

“Hoje (se referindo ao sábado, 4 de junho, quando Brasil e Holanda empataram em 0x0 no estádio Serra Dourada, em Goiânia), nós vamos ter a experiência do Fred. Esse jogador seria o Adriano, mas esse jogador se perdeu pelo caminho. Seria automaticamente e normalmente o Adriano. Eu não vou falar que o Luis Fabiano foi uma decepção na última copa , eu perguntaria: quem não foi?. Eu até perguntei para o Ronaldo, ele disse ‘o Neymar’, mas eu acho que a tendência é que seja o Pato. Não consigo ver outro jogador com carisma e com presença que não seja o Pato”, explicou.

Neymar x Messi

Outro questionamento do comentarista Marcelo Borges: você acha que o Neymar é isso tudo mesmo? O que falta para ser comparado com Messi?

“Ah aí eu já não sei, o Messi é o Messi, sem dúvida alguma o melhor jogador do mundo. Falta ao Messi fazer uma grande Copa do Mundo, ser dono de uma Copa do Mundo como o Garrincha foi dono de uma Copa do Mundo, como o Pelé foi dono de uma Copa do Mundo, como o Maradona foi dono de uma Copa do Mundo, como o Romário, Ronaldo e o Croif foram donos de uma Copa do Mundo. Falta isso ao Messi. O Neymar é um menino, está começando, vamos esperar ele sair do futebol brasileiro, vamos esperar ele ter a responsabilidade de ser estrela em um time que não pode perder, aí a gente vai ver o que vai acontecer”, pondera.