A Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) divulgou o resultado da pesquisa do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apurado em Goiânia no mês de maio.
De acordo com a Superintendente de Estatística, Pesquisa e Informações Socioeconômicas Lilian Maria Silva Prado, no acumulado dos primeiros cinco meses de 2011, o IPC goiano registrou alta de 3,70%. No mesmo período do ano passado, o índice era de 3,42%.
Lilian Prado explica que este é o terceiro mês consecutivo de alta no índice e destaca que o que foi decisivo para elevação dos números esteve entre vestuário, transporte, e habitação.
“Três grupos pressionaram de maneira idêntica o índice que resultou em 0,89%. Há três meses que a inflação do goianiense tem esses índices mais elevados”, aponta.
Sobre o vestuário, ela afirmou que foi pelo reajuste das roupas de inverno, a habitação foi o reajuste da tarifa anual de água e esgoto e do aluguel residencial.
Segundo a superintendente, qualquer reajuste no preço do aluguel é decisivo para o aumento do índice dos preços ao consumidor, e outro fator importante foi o setor dos transportes, principalmente pelos aumentos no preço dos combustíveis, e na passagem de ônibus na grande Goiânia.
A cesta básica registrou leve alta na capital de 0,19%. De modo geral, a alta de alguns produtos compensou a queda de outros, como por exemplo, tomate, leite e derivados, e o frango tiveram aumento, enquanto que arroz, açúcar, ovos e frutas registraram redução dos preços.
A Superintendente Lilian Prado explica que o IPC de junho deve manter a sequência de três meses seguidos de alta.
“Nós esperamos uma inflação para junho neste patamar. Temos três meses que a inflação está em torno de 0,80%, e em junho acho que não vai ser diferente”, prevê.
Ao fim de 2010, a inflação em Goiânia era de 8,08%. Para 2011, a expectativa da Segplan é que o índice não ultrapasse o teto nacional estabelecido em 6,5%.








