O movimento de greve dos médicos da rede municipal de Goiânia está ameaçado. A Prefeitura da capital entrou com pedido de liminar no Tribunal de Justiça para que seja decretada a ilegalidade da greve.

A requisição foi feita logo após a decisão dos profissionais de manter a paralisação, e restringir pela metade os serviços de emergência e urgência nas unidades de saúde.

A Diretora de Atenção à Saúde da Secretaria, Cristina Laval, confirma que o pedido de ilegalidade foi feito à justiça. Segundo ela, o pedido de ilegalidade está sendo julgado.

O Procurador Geral do Município, Ernesto Roller, explica ao repórter Rubens Salomão que o pedido tem caráter liminar, e que uma resposta do Poder Judiciário deve ser dada até o fim desta semana.

“A Procuradoria entrou com uma medida, e estamos aguardando a decisão. É uma ação civil pedindo a liminar de decretação de ilegalidade da greve. Como tem um caráter liminar, ela tem uma característica de ser mais rápida”, relata.

O Prefeito de Goiânia afirma o que o Secretário Municipal de Saúde, Elias Rassi, já havia revelado que a Prefeitura atingiu seu limite nas negociações. De acordo com o Gestor, com bom senso e responsabilidade, nenhuma das partes dará continuidade ao movimento, o que, segundo ele, pode gerar prejuízo à sociedade.

Os médicos da rede municipal de Goiânia devem continuar em greve até a próxima segunda-feira (12), quando uma nova Assembleia decidirá se o movimento continua ou não.

O Diretor do Sindicato dos Médicos de Goiás (Simego), Robson Azevedo, destaca que se a Justiça decidir pela ilegalidade, os médicos voltarão ao trabalho, mas a luta vai continuar em âmbito judicial.

“Esse é um direito do Secretário, e a gente não questiona isso em momento algum. Ele pode encaminhar à Justiça a decretação pela ilegalidade, e se assim o Juiz entender que a greve é ilegal, nós não vamos discutir com a Justiça. Voltaremos ao atendimento, mas vamos questionar na Justiça também”, conclui.