“Devo, não nego”. Esta é a realidade atual da família goiana, que passou a gastar mais, e assim, gerar mais dívidas. O número de famílias endividadas, em comparação com o mesmo período do ano passado, cresceu de 37% para 44%.
Embora surja um aparente desconforto na economia do Estado, o Presidente da Federação do Comércio do Estado de Goiás, José Evaristo, garantiu à repórter Nathália Lima que não existem motivos para preocupação. Se por um lado houve um crescimento na quantidade de famílias endividadas, por outro lado, o nível de inadimplência diminuiu. Apenas 5% destas famílias declararam não ter condições para pagar.
“A pesquisa aponta também a intenção de consumo, e houve claramente da parte de todos a preocupação em não crescer com endividamento, comprando com cautela”, relata.
Os tipos de dívidas também não mudaram. Os principais ainda continuam sendo os cartões de créditos e os carnês. Neste mês, o que surpreendeu foi o crescimento dos financiamentos de carros. O Presidente da Fecomércio alerta que este é o tipo de dívida que as famílias se comprometem por vários meses, e isso gera preocupação, pelo risco de ocorrerem imprevistos durante o período do pagamento.
Já a intenção de consumo das famílias caiu neste mês, mas de acordo com o Presidente José Evaristo, as vendas de final de ano não deverão ficar comprometidas.
“Estamos seguros que vamos ter um final de ano melhor que do ano passado, não vendendo na mesma porcentagem, mas teremos um crescimento de 6% sobre o ano passado”, conclui.











