O ‘bicho’ sempre é um assunto polêmico no futebol. O prêmio que os jogadores recebem para vencer jogos ou conquistar vagas e títulos gera críticas a classe, especialmente entre torcedores e cronistas esportivos.

O Goiás está pagando ‘bicho’ em forma de desafio para os jogadores. Para vencer o Criciúma e a Ponte Preta, de forma consecutiva, os atletas receberam R$ 5 mil. O mesmo foi feito nos triunfos diante de Americana e Sport Recife.

O atacante Iarley garante que a melhora no rendimento da equipe não tem a ver com o pagamento de premiação. De acordo com o jogador, a chegada do técnico Enderson Moreira foi decisiva para que o time subisse na tabela de classificação.

Iarley já defendeu muitos times no país, também já atuou no exterior. O atacante afirma que é contra premiação para vencer jogos. “Eu sempre fui contra o ‘bicho’. Boa parte dos jogadores aqui nem comentam isso porque eu estou tentando tirar isso da cabeça deles,” conta.

De acordo com o jogo, esta é uma pratica que se tornou tão comum, que os dirigentes já oferecem bicho antes mesmo dos jogadores pedirem. Iarley opina de que o ‘bicho’ deve ser extinto do futebol brasileiro nos próximos anos, como acontece na Europa, onde as equipes não pagam premiação por vitória.

Origem
Existem várias versões para a introdução do ‘bicho’ no futebol. Uma delas diz que na época do futebol amador, alguns torcedores mais apaixonados ofereciam um bicho – vaca, porco ou outro – para que o time ganhasse uma partida. Os vascaínos afirmam que foi o time de São Januário que iniciou a prática. As promessas eram feitas usando números do jogo do bicho. Exemplo: Cachorro, para indicar uma premiação de cinco mil.

Na Bahia, existe outra versão. O professor da Universidade Federal da Bahia, José Catharino, o bicho era uma desculpa usada pelos jogadores de futebol. Como era considerado imoral receber para jogar futebol, alguns atletas que recebiam premiações por vencer jogos, usavam a estória de que haviam ganhado no jogo do bicho.