O Procurador Geral de Justiça do Ministério Público de Goiás, Benedito Torres, refutou qualquer possibilidade de “espionagem” nos computadores do órgão. Reportagem publicada pelo jornal O Estado de São Paulo denuncia que promotores responsáveis pelo combate ao crime organizado em Goiás entraram com uma representação na Corregedoria do MP para investigar se um software “espião” instalado em computadores estaria quebrando sigilo de investigações. 

No entanto, de acordo com Benedito Torres, o software citado é o UltraVNC, usado para suporte remoto de computadores e a maior parte dos profissionais está satisfeito com a medida, segundo ele, implantada desde 2007. “Os promotores estão satisfeitos. Antigamente, o promotor pegava o computador, colocava embaixo do braço e trazia aqui para consertar. Hoje, ele demora 20 minutos para isso”, argumentou, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (4).

 “Precisa da autorização do promotor para que ele possa fazer isso e a maioria das empresas no Brasil utilizam este método”, completou.

Torres qualificou a denúncia como política, com o objetivo de desestabilizar o trabalho do órgão. “É uma denúncia infundada. Isso foi implantado em 2007 e justamente agora tentam colocar isso no colo do Ministério Público que é uma instituição séria. É um absurdo tentarem manchar o MP com uma denúncia infundada”, disparou.