Foto: Agência Brasil
O contraventor Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar quadrilha de jogos ilegais, ficou em silêncio durante quase todo o depoimento que prestou à Justiça Federal na tarde desta quarta-feira (25). “Estou sofrendo demais porque eu virei um leproso jurídico”, desabafou, em um dos poucos momentos em que quebrou o silêncio. “Tudo vai ser esclarecido e eles vão saber quem eu sou”, finalizou.
Ele não quis responder nenhum questionamento em relação aos fatos dos quais é acusado pós operação Monte Carlo e só se manifestou, durante o curto depoimento, que durou cerca de 13 minutos, quando questionado pelo juiz se era casado.
Cachoeira brincou, olhou para Andressa Mendonça, com quem não é casado formalmente, e disse ao juiz que quer se casar no primeiro dia após deixar a cadeia. Ao final do depoimento, Cachoeira disse amar a “esposa”. “Ela me deu uma nova vida. Eu te amo tá? Queria fazer essa declaração em público”. Ela respondeu: “Eu também”.
Cachoeira afirmou ainda que tem desejo de promover um debate com quem o acusa, no caso, o Ministério Público Federal, no entanto, segundo ele, no momento, prefere permanecer calado. Ele contestou o processo e as provas. Cachoeira foi o quarto dos réus no processo a depor.
Outros depoimentos
O primeiro réu a depor nesta quarta-feira foi Lenine Araújo, após um depoimento breve das duas testemunhas de defesa de Waldmir Garcez, que relataram apenas conhecê-lo como odontólogo.
Lenine negou todas as acusações e disse não aceitar as provas dos autos como legais. Ele assumiu ter sido sócio de Cachoeira até 2007 e ter trabalhado com ele no ramo de jogos lícitos. Quando questionado sobre um celular Nextel, habilitado em Miami e se conhecia os citados nos áudios, também ficou em silêncio.
Outro Wladmir
Apontado como braço político do esquema de Cachoeira, o ex-vereador Wladmir Garcez negou, em depoimento, ter trabalhado com Carlinhos Cachoeira. Ele confessou ser amigo do contraventor, mas negou ter um Nextel habilitado em Miami e disse não ser “o Wladmir das gravações”. Segundo ele, há duas pessoas como o mesmo nome. Ele diz ser amigo de Cachoeira, mas não é o das gravações.
Choro
Terceiro réu a falar, Gelyb Ferreira, único preso, além de Cachoeira, ficou em silêncio durante todo o depoimento. Ele chorou, disse que a família foi exposta e afirmou estar passando por um “grande sofrimento”.
Os outros três depoentes, Idalberto Matias, o Dadá, Raimundo Washington Queiroga e José Olímpio de Queiroga Neto, também se mantiveram em silêncio.







