Durante visita ao Hospital de Urgência de Goiânia (Hugo), para vistoriar as mudanças promovidas pela Organização Social que administra a unidade, o governador Marconi Perillo (PSDB) afirmou que não teme um possível indiciamento pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira no Congresso Nacional. O relatório da comissão deve ser entregue pelo deputado Odair Cunha (PT) nesta quarta-feira (21).
“Não podemos aceitar é que uma CPMI seja direcionada a um político de oposição. O foro pra investigar um governador é o STJ [Superior Tribunal de Justiça], onde não há politicagem. Eu mesmo pedi para me investigar, eu fui à CPMI e o que a gente percebe é que o relator, ligado a um partido político, quer me prejudicar, porque lá atrás eu fiz uma denúncia sobre o caso do mensalão”, comentou o governador, avaliando a possibilidade de indiciamento como um ato político.
Na avaliação de Marconi, a Comissão não investigou “quem deveria”. Ele citou os mais de 500 requerimentos que não foram votados e a falta de aprofundamento em relação a contratos da Construtora Delta, ligada ao contraventor Carlinhos Cachoeira, com o governo federal.
Por isso, o governador justifica o pedido feito ao Supremo Tribunal Federal (STF) para não ser novamente ouvido na CPMI. “Eu tenho que me resguardar para que o relator não queira fazer um circo em relação a uma coisa que é muito séria”.








