O vereador por Goiânia Elias Vaz (PSOL) afirmou que é contra o aumento dos salários dos vereadores da forma que está sendo feita. Mais uma vez, o político também negou ter atuado em defesa de interesses de Carlinhos Cachoeira na Câmara. O esquerdista também criticou o projeto de reforma administrativa do prefeito Paulo Garcia. As declarações foram dadas durante a 1ª edição do Jornal 730, na manhã desta segunda-feira (24).
Elias afirma que doará o valor que for acrescido em seus salários, caso o aumento seja aprovado pela Câmara e sancionado pelo prefeito Paulo Garcia. De acordo com ele, o aumento é antiético. O vereador defende que os salários dos vereadores de Goiânia deveriam aumentar nas mesmas condições e com os mesmos percentuais dos demais servidores municipais.
Na Operação Monte Carlo que trouxe a tona a relação do contraventor Carlinhos Cachoeira com vários políticos goianos, apareceram gravações telefônicas envolvendo o bicheiro e Elias. “Desde o início eu falei que conhecia o Carlinhos, mas sempre disse que nunca tinha cometido qualquer atitude para beneficiá-lo,” declara.
Elias Vaz segue seguiu se justificando. O vereador afirma que foi o combatente mais ferrenho da obra do Mutirama, da qual de acordo com ele, Carlinhos Cachoeira teria 30% de participação. O vereador cita que pediu afastamento da Comissão de Ética da Câmara, da qual era presidente, para que a apuração fosse feita de forma imparcial. “Os seis membros que analisaram o caso não encontraram nada para me incriminar,” lembra.
Durante a entrevista, concedida ao vivo no estúdio da Rádio 730, Elias afirmou que o projeto de reforma administrativa encaminhado pelo prefeito Paulo Garcia à Câmara é uma bandalheira, que tem como objetivo apenas criar cargos, que serviriam para fazer acomodações políticas. De acordo com o vereador, os custos aumentarão as despesas do município cerca de R$ 450 mil mensais.











