Na reunião de representantes da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, novas ações foram tomadas para conter a onda de assassinatos contra moradores de rua na capital. Nesta semana, uma moradora de rua foi mais uma das 15 vítimas existentes desde agosto de 2012.

Sobre este crime, a delegada geral da polícia civil, Adriana Accorsi, afirmou que as investigações já levaram aos autores, tratando-se de traficantes de drogas. “Nossa delegacia de homicídio já tem a autoria definida, dos autores que assassinaram essa moça e estamos em vias de prendê-los. Nós queremos também prender todos os integrantes dessa quadrilha, eles são traficantes de drogas e quaisquer que venham praticar esses crimes. Se houver envolvimento de qualquer agente do Estado também, eles serão presos. Isso não nos intimida, estamos indignados com a audácia, crueldade desses autores, principalmente chegando à época festiva como o Natal”, explicou.

Até o momento, seis pessoas foram presas suspeitas de envolvimento em assassinato de moradores de rua, dentre elas, um policial militar. O comandante geral da PM, coronel Edson Costa Araújo, declarou que serão instaladas políticas de prevenção policial e social nas ruas. “É preciso termos a visão de implementarmos políticas de prevenção social também. A polícia militar vai em um primeiro momento tentar aumentar a sua presença, essas pessoas sabidamente fogem da presença do policial militar fardado, mas vamos tentar aumentar a ostencividade da polícia militar para tentarmos evitar novos homicídios. Na verdade precisamos tirar essas pessoas da situação de risco que elas se encontram”, ressaltou.

O secretário municipal de assistência social, Darci Accorsi, destacou que novas vagas para acolhimento de moradores de rua serão abertas em Goiânia. “Estamos juntamente com a Superintendência dos Direitos Humanos tentando ver uma parceria entre o governo do Estado e do Município para aumentar esse tipo de vaga ou essas vagas para recebê-los. Agora é evidente que a prefeitura sozinha não tem condições e falta exatamente esse confinanciamento com o governo do Estado. É evidente que na quarta-feira estaremos encaminhando a possibilidade de abertura de mais vagas desde que haja por parte do Estado a contribuição no sentido da infraestrutura para este trabalho”, declarou.

O Superintendente de Direitos Humanos da Secretaria de Segurança Pública, Edilson de Brito, revelou que falta rapidez por parte do Ministério Público e do Poder Judiciário nos processos que envolvem assassinatos de moradores de rua. “O que a gente percebe é a lentidão do Poder Judiciário e do Ministério Público no momento de despachar os processos. O que tem evidentemente nesse caso específico atrapalhado as investigações. E outro aspecto é a questão de cerceamento de liberdade daqueles que foram autuados, por exemplo, nós tivemos um caso nos últimos dez dias de um menor que foi autuado e encontrava-se preso enfim por esta situação de homicídio de morador de rua e infelizmente ele já foi colocado em liberdade”, finalizou. (Com informações da Repórter Izadora Louise)