Apesar da mobilização popular e da oposição, os vereadores mantiveram o veto do prefeito Paulo Garcia (PT) ao projeto de lei que reduz a carga horária de servidores especialistas em saúde da rede municipal. A matéria, caso fosse aprovada, definiria a redução da carga de 30 para 20 horas semanais, para 14 categorias, como enfermagem, fisioterapia e psicologia.
A votação ficou empatada com 16 votos para cada lado e foi decidida pelo voto do presidente Clécio Alves, que escolheu a manutenção do veto.
Os vereadores da base do prefeito tiveram a definição do voto depois de uma reunião fechada com o prefeito. Tayrone di Martino (PT) explica porque o veto foi mantido. “A matéria é inconstitucional, então de qualquer forma, a gente votando ou não votando, o prefeito podia fazer um adim e a matéria não valeria. O ganho que conquistamos nessa votação foi compromisso do prefeito de valorizar os servidores com melhores salários e garantir exclusividade na função no trabalho,” defendeu o petista.
Já os vereadores da oposição discordam desta posição e defendem a isonomia entre as categorias da rede municipal de saúde, como explica a doutora Cristina Lopes (PSDB). “Esses argumentos são usados para cansar a população, pois vai havendo um esvaziamento do movimento popular. O que ele (prefeito) não pode é privilegiar de maneira diferencia três categorias profissionais dentro da saúde,” protesta a tucana.
Depois da negativa em relação à redução da carga horária, os cerca de 150 servidores presentes na câmara ameaçaram paralisar os serviços. O Sindicato dos Servidores da Saúde de Goiás ainda deve analisar a possibilidade de greve das 14 categorias afetadas.






