A cidade está lotada de camelôs e o fato é que tem muita gente lucrando com o erro. A informalidade expõe a imensa contradição do governador Marconi Perillo.
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Por um lado, Marconi tenta dar uma de herói e vai ao Congresso Nacional defender os incentivos fiscais, com a desculpa de atrair empresas para o Estado.
De outra parte, Marconi garroteou os empresários e incentivou as banquinhas nas calçadas. Na Avenida Bernardo Sayão, na Fama, já são centenas as portas fechadas. Grande parte dos comerciantes abandonou a vida dura de perseguição por todo tipo de fiscal. Deu baixa na firma e comprou ponto na Rua 44, no Setor Norte Ferroviário.
Os mais ricos camelôs da Rua 44 vêm de Brasília. São espertalhões bem-sucedidos na arte de dar o cano em tributos. Enquanto o governo aperta a carótida de quem permanece estabelecido, afrouxa para os vendedores ambulantes candangos e locais. Com isso, Marconi é extremamente injusto. Torce o pescoço de quem paga impostos e distribui gargantilha de ouro para quem sonega.
Portanto, é preciso questionar a legitimidade dos protestos contra o fim dos incentivos fiscais. Se o governador se interessasse minimamente pelo Estado, daria crédito aos comerciantes formais. Ao fechar os olhos para a cameloagem milionária, principalmente nas proximidades da Rodoviária de Goiânia, Marconi oficializa a sonegação. São mercadorias vindas da China, sem nota, comercializadas no meio da rua. Não se fala em ICMS, IPI, aluguel de sala, obrigações trabalhistas.
Assim, é impossível ao empresário legalizado concorrer com quem vive à margem da legislação. Conclui-se que quem incentiva a quebradeira dos empresários é Marconi. Quem incentiva a marginalidade é Marconi. Não sobra ao governador moral para falar nada acerca de incentivos, inclusive dos fiscais.











