O esporte como ferramenta de inclusão, aprendizado e transformação social ganhou ainda mais força em uma série de vivências realizadas com jovens aprendizes que atuam no arco ocupacional do desporto em Goiás. As atividades aproximaram os participantes de atletas do paradesporto brasileiro, promovendo momentos de troca, inspiração e contato direto com modalidades paralímpicas.

Durante a vivência, jovens que desenvolvem atividades práticas de futebol feminino no Planalto Esporte Clube, e têm o apoio da CUFA e da Rápido Araguaia, receberam as atletas da Seleção Brasileira de Vôlei Sentado, Luciana Lima e Vilma Rodrigues. Durante uma roda de conversa, elas compartilharam suas trajetórias no esporte, os desafios enfrentados ao longo da carreira e a forma como o vôlei sentado transformou suas vidas dentro e fora das quadras.

Mais do que apresentar a modalidade, o encontro reforçou a importância de unir esporte e educação na construção de novas possibilidades para a juventude. As atletas destacaram valores como disciplina, superação, inclusão, trabalho em equipe e a importância de manter os estudos como parte essencial da formação dos jovens.

Esporte, educação e futuro

“Foi uma experiência bastante interessante estar aqui com as meninas nessa manhã, mostrar para elas a importância do esporte paralímpico e de entender como ele funciona e, principalmente, de conciliar o estudo com o esporte”, afirmou Vilma Rodrigues.

A atleta também ressaltou a alegria de ver as jovens tendo acesso a novas referências. “Adorei a experiência. Fico feliz de ver a oportunidade que elas estão tendo de conhecer o esporte paralímpico, de conhecer o que é a vida lá fora e poder ter a escolha do que vão ser no futuro”, completou.

Após a conversa, as participantes puderam vivenciar, na prática, um pouco da dinâmica do vôlei sentado, conhecendo regras, características e movimentos da modalidade. A atividade foi marcada por aprendizado, interação e emoção, fortalecendo o entendimento do esporte como caminho para a inclusão e para o desenvolvimento humano.

“Eu adorei a experiência. Compartilhei isso com as meninas e fiquei muito feliz em ver a oportunidade que elas tiveram de conhecer o esporte paralímpico, de entender um pouco mais sobre o mundo lá fora e perceber que podem escolher o que querem ser no futuro”, acrescentou a atleta Luciana Lima.

Para uma das jovens participantes, a experiência foi motivadora. “Foi um dia bastante produtivo e interessante. A gente teve a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o vôlei sentado, conhecer as regras, as atletas e um pouco mais das histórias de superação. Ver como elas chegaram a um nível tão importante internacionalmente e ver elas jogando é motivador pra caramba”, relatou Thainara Miguel, atleta conhecida como Manaus.

Vivência com o parabadminton brasileiro

As vivências também chegaram à turma de vôlei masculino que tem o apoio do Instituto Lince e da Rápido Araguaia, com a participação de dois grandes nomes do parabadminton brasileiro: Auricélia Nunes, medalhista no Parapan de Santiago 2023, quarta colocada no ranking mundial e em preparação para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles, e José Ambrósio, atleta medalhista e destaque no cenário nacional da modalidade.

Durante o encontro, os atletas falaram sobre suas histórias, os desafios superados no esporte e responderam às perguntas dos jovens sobre rotina de treinos, competição e a importância do paradesporto na vida das pessoas com deficiência. A conversa abriu espaço para reflexão sobre acessibilidade, respeito às diferenças e o papel do esporte na construção de uma sociedade mais inclusiva.

A experiência na prática

“Foi legal estar passando um pouco da minha experiência, da minha vida com eles, mostrando que não foi fácil, mas depois que a gente chega lá, pode ter certeza que é maravilhoso. Eu trouxe a cadeira de rodas para eles sentirem na pele como é sentar numa cadeira de rodas, se amarrar e ter que correr numa quadra, com uma cadeira e uma raquete na mão. Essa vivência é para que eles possam sentir no corpo, na pele, o que uma pessoa com deficiência, uma pessoa no paradesporto, passa dentro de quadra”, destacou Auricélia.

Na parte prática da atividade, os jovens experimentaram a mobilidade em cadeira de rodas, conheceram os movimentos do parabadminton e treinaram fundamentos com raquete e peteca ao lado dos atletas convidados. A proposta permitiu que os participantes compreendessem, de forma sensível e concreta, os desafios e as potencialidades presentes no universo do paradesporto.

As ações reforçam o compromisso do programa de formação profissional em ampliar repertórios, apresentar diferentes modalidades e promover experiências que vão além da prática esportiva. Ao aproximar os jovens de atletas que são referência em suas modalidades, o projeto fortalece valores como empatia, perseverança, respeito e protagonismo, mostrando que o esporte pode ser uma poderosa ponte para novos aprendizados e futuros possíveis.