A inteligência artificial está transformando a forma como estudamos, pesquisamos e produzimos conhecimento. Em poucos segundos, ferramentas digitais conseguem responder perguntas, resumir textos e até elaborar redações. Mas, diante de tantas facilidades, surge uma pergunta importante: quem continua pensando?

Mais do que dominar novas tecnologias, o desafio da educação contemporânea é formar pessoas capazes de analisar informações, questionar ideias e construir opiniões próprias. É nesse contexto que a Filosofia ganha ainda mais relevância.

Esse foi o tema da entrevista do Ser Goiás na TV com João Guilherme Nalon, professor da Nova Acrópole, que destacou o papel do pensamento crítico em uma sociedade marcada pelo excesso de informações e pelo avanço da inteligência artificial.

Assista à entrevista

Saber pensar vai além de saber pesquisar

Segundo o professor, a Filosofia sempre estimulou a reflexão sobre a forma como construímos conhecimento. Mais do que encontrar respostas prontas, ela convida as pessoas a fazer perguntas, analisar diferentes pontos de vista e compreender os fundamentos das próprias ideias.

Essa capacidade torna-se ainda mais importante em um cenário em que algoritmos e plataformas digitais oferecem respostas quase instantâneas para qualquer assunto.

A tecnologia pode facilitar o acesso à informação, mas não substitui a capacidade humana de interpretar, comparar argumentos e tomar decisões de forma consciente.

Entre o senso comum e o senso crítico

Outro ponto abordado durante a entrevista foi a diferença entre senso comum e pensamento crítico.

Enquanto o senso comum costuma aceitar ideias e opiniões sem maior reflexão, o pensamento crítico busca compreender os fatos, analisar evidências e questionar informações antes de chegar a uma conclusão.

Em tempos de redes sociais, inteligência artificial e produção acelerada de conteúdos, essa habilidade se torna uma ferramenta importante para combater a desinformação e fortalecer a autonomia intelectual.

Uma competência que também faz diferença no Enem

Além da vida em sociedade, desenvolver pensamento crítico também contribui para o desempenho escolar.

Na redação do Enem, por exemplo, a capacidade de construir argumentos consistentes e utilizar repertórios socioculturais exige muito mais do que memorizar conteúdos. É preciso relacionar conhecimentos, interpretar diferentes perspectivas e defender um ponto de vista de forma fundamentada.

Durante a conversa, João Guilherme Nalon também destacou autores e filósofos que podem enriquecer esse repertório e contribuir para uma argumentação mais consistente.

Tecnologia precisa caminhar ao lado da reflexão

Para o professor, a inteligência artificial representa uma ferramenta poderosa, mas seu uso exige responsabilidade e discernimento.

Mais do que buscar respostas rápidas, estudantes e educadores precisam desenvolver a capacidade de refletir, questionar e compreender os impactos das tecnologias na sociedade.

Em um mundo onde a informação está disponível a poucos cliques, aprender a pensar continua sendo uma das competências mais importantes da educação.

Ser Goiás na TV

O SER Goiás na TV é um programa educativo diário produzido pela Fundação Sagres, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO), que amplia a experiência da sala de aula por meio da televisão ao integrar comunicação e educação.

O programa aborda o reforço escolar, a recomposição das aprendizagens e os desafios contemporâneos da educação básica, oferecendo conteúdo construtivo, instrucional e orientador para estudantes, famílias e comunidade, com entrevistas, videoaulas e diretrizes pedagógicas alinhadas às políticas educacionais, em consonância com o ODS 4 – Educação de Qualidade, da Organização das Nações Unidas, reafirmando o compromisso com uma aprendizagem inclusiva, equitativa e transformadora. Todos os dias, uma edição inédita, a partir das 14h, na Demà Sagres TV.

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