O árbitro André Luís Castro foi alvo de membros de Goiás e de Aparecidense após o empate polêmico do último domingo, mas ele pôde “se defender” nesta segunda-feira. André preferiu não dar declarações para a reportagem da 730, mas nessa segunda-feira, veio à tona a súmula do jogo em Aparecida de Goiânia, onde está explicado os motivos da expulsão do atacante Dinei, da Aparecidense, e do técnico Claudinei Oliveira, do Goiás.
No caso de Dinei, a expulsão aos 19 minutos do 1º tempo aconteceu devido a muitas reclamações e xingamentos por parte do atacante. Dinei chamou o árbitro de “fraco”, disse que ele apitava para o Goiás e depois, repetiu por três vezes o mesmo palavrão. Já a expulsão de Claudinei foi pela invasão ao gramado no intervalo, que foi devido ao pouco acréscimo dado pelo árbitro (2min), algo que Claudinei considerou injusto e usou o termo “aí é sacanagem”.


O presidente da Comissão de Arbitragem de Goiás, coronel Júlio César Motta, participou do programa Debates Esportivos, da 730, no início da tarde desta segunda-feira, e rechaçou qualquer possibilidade de aceitar um pedido da Aparecidense ou de qualquer outro clube para vetar qualquer árbitro. O presidente explicou que é inconcebível esse tipo de influência.
“Seria a mesma coisa que um diretor do time A chegar no time B e falar assim: ‘olha, você não vai escalar o centroavante tal ou vai escalar jogador tal’. Isso é possível? Não, isso é inadmissível porque não é atribuição dele interferir na outra equipe, que tem o livre arbítrio. Da mesma forma, não é atribuição dele escalar ou vetar árbitros, esse papel é da Comissão de Arbitragem”
Após o jogo de domingo, o diretor de futebol da Aparecidense, João Rodrigues, o Cocá, explicou que iria conversar com o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, e reclamar junto à FGF. O coronel Júlio César Motta garantiu que, se algo for realmente formalizado, a Comissão fará a investigação e se houvesse algum tipo de intenção de qualquer árbitro em prejudicar a Aparecidense, esse poderia até deixar o quadro de árbitros.
“Se houvesse uma formalização de alguma equipe em relação a algum árbitro, dizendo que o procedimento foi incorreto, ele faria em caráter formal à Federação e nós abriríamos uma investigação e uma avaliação. Se chegássemos a conclusão que o árbitro errou de forma dolosa, aí ele não seria vetado só pra aquela equipe, como para qualquer outra equipe, porque nós não admitimos erros dolosos”
O assunto arbitragem tem sido, ano após ano, um tema polêmico e recorrente no futebol goiano. Nesta temporada, a temática pegou fogo após a declaração do presidente do Atlético de que existe um grupo de jovens árbitros apelidados de “Meninos do Goiás”, algo que o presidente da Comissão considerou uma declaração infeliz. Júlio César Motta explicou que o sentimento de torcedor falou mais alto no presidente rubro-negro.
“Qualquer ser humano tem o livre arbítrio de fazer ou falar aquilo que bem entende. Eu acho que ele foi infeliz naquela declaração. Às vezes, o dirigente, em determinados momentos, ele tá investido do sentimento, do calor do jogo e o Sr. Valdivino, eu vejo como uma pessoa equilibrada e sensata, mas ele também tem coração de torcedor e tem esses momentos de torcedor”








