O que era uma “vontade” na noite de quinta-feira virou certeza no início da tarde desta sexta-feira. O técnico Heriberto da Cunha, que havia declarado que iria conversar com a diretoria do Vila Nova e poderia entregar o cargo, seguiu a risca esse roteiro e em reunião realizada pela manhã, acertou a sua saída do clube. O treinador alegou que não havia mais clima e que outro comandante poderia animar o elenco nos três rodadas finais do Campeonato Goiano.
O desejo de sair do Vila já vinha sendo algo constante no treinador, que desde os primeiros jogos da temporada pedia à diretoria, até mesmo nos microfones, a chegada de reforços e, algumas vezes, criticou a qualidade dos garotos do elenco. Heriberto ganhou os reforços tardiamente, já que seis foram contratados na última semana, mas a derrota por 3 a 1 e a forma como o time jogou contra o Goianésia foi a gota d’agua, tanto que Heriberto se despediu dos jogadores no vestiário.
No comando técnico do Vila, Heriberto da Cunha esteve à frente da equipe em 24 partidas, da Série C do ano passado e do Goianão neste ano, e conquistou apenas sete vitórias, acumulou nove derrotas e empatou oito vezes, chegando a um aproveitamento de 40,2%. Mesmo assim, o treinador conduziu o Vila ao acesso da Série C para a Série B, maior objetivo do clube na temporada passada, e mesmo questionado, se manteve para esse ano.
Restam mais três jogos ao Vila no Goianão: Anapolina e Aparecidense, fora de casa, e Grêmio Anápolis, em casa, na última rodada, que pode ser um confronto decisivo. A diretoria colorada, que não queria a saída de Heriberto (o presidente Joás Abrantes chegou a pedir para que ele reconsiderasse) ainda não sabe se vai contratar um novo treinador ou se aposta em uma solução caseira, que poderia ser Hermógenes Neto, Cristian ou até mesmo Luís Dário, técnico do sub-20. De fora, o nome de Zé Teodoro já começa a ser o mais cogitado.









