As quatro derrotas consecutivas do Goiás acabaram colocando o futuro do técnico Ricardo Drubsky no comando do Verdão. Em meio a má fase, o treinador ainda terá pela frente, na próxima rodada, nada mais que o forte líder do Campeonato Brasileiro: o Cruzeiro. Caso não consiga conter a Raposa no Serra Dourada, especula-se que Ricardo Drubsky realmente deixará o Goiás.
Porém, os boatos não estão à favor do que diz o diretor de futebol Marcelo Segurado: “O Ricardo não tem culpa (pela má fase). O grupo responde bem taticamente à ele, mas em alguns jogos estamos sofrendo com falhas individuais, que nada tem a ver com o Drubsky. O trabalho dele não nos deixa margem nenhuma para criticar, vamos continuar acreditando que o grupo vai voltar a responder da maneira que respondia no início da competição”, avalia.
Segurado assume essa postura por justamente saber a dificuldade de Ricardo em trabalhar com um elenco limitado. Sem condições financeiras de trazer grandes nomes ou muitas opções, a diretoria assumiu desde o início do ano que 2014 seria uma temporada de “vacas magras” no Verdão e, por isso, avaliam que o treinador tenta fazer o possível com o que o clube consegue colocar à disposição.
Ele deixa claro esse pensamento e revela apoio ao comandante. “É consenso na diretoria, incluindo o presidente Sérgio Rassi, em apoiar o nosso treinador e buscar resolver alguns problemas na medida do possível. Mas eu volto a dizer: estou de mãos e pés atados nessa questão de contratar. Não temos recursos, meu teto é 50 mil, talvez a menor folha do campeonato. Todos avisaram que seria um ano difícil”.
Na visão do diretor, uma mudança agora serviria apenas para atrapalhar o trabalho que já está em andamento. “O trabalho dele é bem feito, ele tem muito conhecimento e é um ótimo profissional. Está dando chances para a garotada, como queríamos na diretoria, então acredito que trocar o técnico agora seria muito prejudicial. Todo o grupo tem nossa total confiança, vamos reverter essa sequência ruim, tenho certeza”, completa.
No outro lado da berlinda
E também é na confiança que o próprio Ricardo Drubsky se apoia nessa fase ruim do time. Fato que faz o treinador descartar pedir demissão, mas não o faz esconder a preocupação: “Evidente que estamos chateados, não estamos conseguimos reverter. Jogamos bem contra o Inter, Corinthians e Bahia e mesmo assim não veio a vitória. Os resultados são ruins, mas em termos de prestação de serviços estamos bem, não tenho motivo e não vou desistir do trabalho”.
O que Drubsky também não deixa de transparecer é que se sente pressionado por um bom resultado imediato, mesmo sendo respaldado internamente. “Essa pressão quem está fazendo é a imprensa, então não tem como não se sentir pressionado. Sobre o nosso desempenho, eu não vejo que voltamos tão mal da Copa, vencemos o São Paulo e não perdemos o padrão de jogar. Sei que não sou imune a nenhum tipo de pressão e que essa é a cultura do futebol brasileiro”.
O que Drubsky também não deixa de transparecer é que se sente pressionado por um bom resultado imediato, mesmo sendo respaldado internamente. “Essa pressão quem está fazendo é a imprensa, então não tem como não se sentir pressionado. Sobre o nosso desempenho, eu não vejo que voltamos tão mal da Copa, vencemos o São Paulo e não perdemos o padrão de jogar. Sei que não sou imune a nenhum tipo de pressão e que essa é a cultura do futebol brasileiro”.
O técnico admite que tem sua parcela de culpa e acredita que o grupo é capaz de produzir muito mais do que vem sendo apresentado. “Nosso elenco tem qualidade, mas é muito jovem, isso que me preocupa. Sei que tenho minha parcela de culpa também, quando em um jogo empatado nós tivemos chances claras de fazer dois gols e abrir vantagem e acabamos saindo goleados. Isso me deixa chateado, sei que podemos fazer mais e não está acontecendo” finaliza.







