Uma vergonha. Foi isso que as torcidas organizadas do Vila Nova, Esquadrão e Sangue Colorado, protagonizaram no último sábado (14), durante um amistoso do time de preparação para a Divisão de Acesso. Uma briga generalizada tomou conta das arquibancadas do Onésio Brasileiro Alvarenga, o OBA, assustando torcedores e famílias que estavam presentes no local. O jogo acabou paralisado e diante disso o presidente Guto Veronez anunciou que romperá qualquer ligação entre o clube e as torcidas organizadas.
À partir de agora, as chamadas torcidas organizadas, “Esquadrão Vila Novense” e “Sangue Colorado” não poderão mais usar o escudo do Vila Nova em seus materiais, entrar no clube ou no estádio (o que já é proibido pelo Ministério Público) com o uniforme da torcida em questão e deixarão de ser recebidos por dirigentes do clube para reuniões e conversas. Além disso, as faixas e bandeiras estarão proibidas nos estádios durante as partidas do time.
Revoltado com o acontecimento, o presidente do Vila Nova pede desculpas ao torcedores e anuncia o rompimento com as torcidas organizadas:
“Primeiro eu quero pedir desculpas aos verdadeiros torcedores do Vila que vieram torcer e prestigiar o time nessa reconstrução. Fico com vergonha do acontecido e, à partir de agora, não reconheço e não conversa com torcida organizada dentro do Vila Nova. Estou rompendo qualquer tipo de vínculo com torcidas organizadas. A torcida organizada não representa o Vila Nova”.
Confira o pronunciamento do presidente após a confusão generalizada das torcidas
Guto Veronez anuncia também que tomará medidas para identificar os envolvidos na pancadaria e que irá ao Ministério Público e a Polícia Civil:
“Vamos passar todos os vídeos e gravações para o Ministério Público e para a Polícia Civil. Vou tentar identificar esses vândalos que vem acabando com o futebol goiano. Se nós dirigentes goianos não nos unirmos para acabar com essa violência, o futebol tende acabar e fracassar. Vamos tomar atitudes enérgicas para coibir esse tipo de coisa”.
Ele explica como estava sendo feita a segurança do evento e, na linha de frente na confusão, revela o que sentiu no momento:
“Nós tivemos o requerimento de policiamento externo e contratamos uma empresa privada para fazer a segurança interna. Independente disso, a briga teria acontecido. Eles já vieram premeditados a fazer isso, é um problema crônico e enérgico. Mas até a PM fica de mãos atadas. Porque eles prendem essas pessoas, quando conseguem, e no outro dia estão soltas de novo”.
“A sensação é a mais horrível do mundo. Vi várias crianças e idosos no meio daquela confusão toda, estúpida, e não poderia ficar somente assistindo. Fui para o meio tentando evitar algo de mais grave, assim como pessoas que estão no nosso dia a dia e foram ajudar também. Estou indignado e muito triste, tenho que achar uma solução para trazer de volta o torcedor de bem”.











