Ainda no gramado, o presidente Gutemberg Veronez garantiu que a renovação de contrato do meia Róbston só dependia do próprio jogador. Então, o assunto já está terminado e com final feliz para os colorados, de acordo com o próprio atleta. “Não depende mais então. Estamos fechados. É coisa simples, só prorrogar o contrato e vamos resolver isso fácil. Nem que outro time venha e me faça uma proposta milionária, não vou abandonar o Vila. Dinheiro não é tudo e hoje eu sou feliz aqui. Por todo o carinho que tive aqui, com o apoio da torcida e dos meus companheiros naqueles momentos tão complicados que eu passei, o torcedor do Vila pode contar comigo”.

O meio-campista deu de ombros para as pessoas que diminuem a importância do título por se tratar da Divisão de Acesso. “O importante é o titulo. Não importa se é Série B de Campeonato Goiano, depois de 10 anos o Vila voltou a ser campeão. Deixamos uma boa impressão para o nacional”. Além disso, destacou o que fez a diferença no plantel colorado. “Nosso time não é extraordinário, mas tem respeito e união. Isso é diferencial”.

Vila Nova massacra o Goiânia e, com goleada de 6 x 0, garante o título da Divisão de Acesso

O jogador enalteceu a torcida do Tigrão. “A torcida do Vila é inigualável. Muito fiel, muito presente, tanto no interior quanto no Serra Dourada”. Sobre a diferença entre ser campeão com o Atlético e com o Vila Nova, o meio-campista elogiou ainda mais a torcida colorada. “É diferente porque aqui o torcedor enche o estádio, dá um sabor diferente, independente do torneio. É gratificante contar com essa massa vermelha”.

O atleta comemorou o título e cravou que o futebol goiano só tem a ganhar com o retorno do Vila Nova à elite estadual. “O Vila tem de sair dessa draga e voltar a ser grande. O Vila está voltando para acabar com essa coisa ridícula que tem sido o campeonato goiano, nos últimos anos. Tomara que Vila, Atlético e Goiás estejam bem para que o torneio volte a ser tão bom quanto era na época em que eu cheguei em Goiânia, em 2006”.

Por fim, o Róbston destacou que já começou a pensar na Série C, que começa no dia 17. “Precisamos de mais jogadores para inchar um pouco o elenco porque a Série C é um campeonato longo. Quem chegar tem de se encaixar no nosso grupo porque aqui não tem vaidade. Hoje foi uma prova quando o Frontini me deu a faixa de capitão no vestiário”.