Após o empate em zero a zero com o Botafogo, o treinador Marcelo Martelotte concedeu entrevista à reportagem da Rádio 730, única emissora goiana presente no Mané Garrincha, e analisou o duelo. “Falta transformar nossos momentos bons no jogo em vitórias, já que a gente sabe que o resultado é o que fica na competição. É um resultado justo pelo que os dois times apresentaram; em alguns momentos um time esteve melhor, em outros, a outra equipe foi superior.”

Apesar do time não ter conquistado a vitória, o técnico preferiu valorizar o ponto conquistado. “A gente entende que, muitas vezes, quando tiver jogando fora de casa o empate não seja ruim. Hoje o mando era nosso, mas a torcida era quase toda do adversário. A nossa atuação foi muito boa, pelo nível do jogo, nossa equipe se defendeu bem quando precisou e mostrou que tem qualidade, tem capacidade para crescer na competição”.

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Martelotte aproveitou para comparar o desempenho rubro-negro no atual momento da temporada com o campeonato estadual, período em que o técnico chegou. “A evolução é nítida. A gente exige que as coisas passem de zero a cem em uma semana. Se você analisar a evolução dessa equipe do Campeonato Goiano para esse momento da Série B, vai perceber que é um time que joga um futebol totalmente diferente, que mostra capacidade, confiança. É muito diferente de quando eu cheguei aqui no Goianão. Talvez não seja o bastante para que a gente tenha uma sequência vitoriosa. Mesmo nas derrotas, fizemos um ótimo segundo tempo contra o América, em Natal, e um bom jogo contra o Ceará”.

O comandante rubro-negro também falou sobre as lesões de Juninho, que sequer foi relacionado, e Zezinho, que deixou o campo ainda no primeiro tempo. “O Juninho não tinha condições e ficou fora dessa partida, mas não preocupa para a sequência do campeonato. Não é uma lesão que deva tirar ele de treinamentos ou das próximas partidas. Já o Zezinho é um atleta que vinha crescendo, jogando bem, dando qualidade de passe no meio-campo, de posse de bola, então é preocupante. Temos de fazer um exame na segunda-feira para saber a gravidade da lesão”.

Por fim, Marcelo Martelotte comentou as dificuldades enfrentadas pelo setor ofensivo rubro-negro. “É o setor mais carente do time. Tanto que só tínhamos o Ayrton no banco de reservas hoje. Esperamos para ver se vamos receber outros jogadores, se os que estão chegando podem suprir essa necessidade que nós temos”.