Durante o final da tarde dessa terça-feira (26), um grupo de trabalhadores da educação, composto por professores, que não fazem parte do Sindicato dos professores do estado de Goiás (SINTEGO), protestava na Assembléia Legislativa, como ressaltou Thaise Prudente, membro do grupo Mobilização de Professores de Goiás. “Estamos aqui para cobrar dos deputados, para que não tirem os nossos direitos, não aceitamos a terceirização e nem a implantação de OS, OCIPS e PPS”. A repórter Mirelle Irene, da Rádio 730, acompanhou tudo.
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Os professores estavam ocupando as galerias da Assembléia e protestavam ruidosamente contra os deputados. Por conta do barulho, o presidente Hélio de Souza antecipou a suspensão do final da sessão. Então, os professores saíram, se vestiram com sacos de lixo e retornaram, tentando entrar na Assembléia Legislativa. Nesse momento, houve uma confusão, que terminou com agressões físicas.
De acordo com o professor João Coelho, os professores foram agredidos pelo policiamento e garantiu que será aberto um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) pela agressão física. “Sou funcionário do governo do estado e tenho o mesmo direito de freqüentar essa casa, assim como a polícia, que tem que incentivar que o debate político aconteça e não reprimir, bater nas pessoas, como aconteceu. Não admito essas agressões”.
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A professora Ana Flávia Veloso conta que foi agredida e garantiu que fará um Boletim de Ocorrência. “Fui agredida. Levei uma gravata, me derrubaram no chão, bati a cabeça no chão e levei spray de pimenta no rosto”.
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O tenente coronel André Henrique Avelar de Sousa, assistente policial militar da Assembléia Legislativa, contou a sua versão do acontecido. “A princípio houve um manifesto dos professores, manifesto esse legitimo, na galeria. Posteriormente, os professores vieram para a Assembléia. A polícia legislativa da assembléia é responsável pela segurança interna. As deliberações de entrada no local é pertinente a segurança, no caso a polícia legislativa. A partir do momento em que a gente viu algum tipo de agressão, a polícia militar agiu, buscando promover a ordem e a segurança aqui na frente. Não vou definir, nesse momento, se houve excesso”.
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Cleyton Barros, sub-chefe de Polícia Legislativa, foi acusado pelos professores de agredir a professora Ana Flávia, mas nega que houve excesso e também apresentou sua versão. “Os visitante, que se dizem , exaltaram um pouco. A informação que tenho é que começou com alguém nosso levando um soco. Não posso afirmar isso, mas tenho a informação que começou assim. Acho que houve excesso da parte deles, que provocam demais”.
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A presidência da Assembléia, por meio da sua assessoria de imprensa, soltou uma nota oficial sobre o caso, lamentando o confronto na Assembleia Legislativa. Confira a nota:
“A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Goiás lamenta o incidente envolvendo manifestantes e policiais legislativos, ocorrido na tarde desta terça-feira, 26. A Presidência suspendeu os trabalhos da sessão ordinária, durante o pequeno expediente, em razão de tumulto provocado por um grupo de pessoas presentes na galeria do plenário Getulino Artiaga. Em seguida, os deputados foram ao auditório Solon Amaral, onde aconteceu a instalação da Comissão de Ética.
Estes manifestantes, alguns encapuzados, tentaram invadir a Assembleia Legislativa, provocando tumulto. Na defesa do Parlamento, a Polícia Legislativa tentou conter o grupo, resultando em confronto físico. Os ânimos foram acalmados com a intervenção da Polícia Militar, que criou um cordão de isolamento.
O Chefe da Polícia Legislativa, José Luzia, foi agredido enquanto tentava conter os manifestantes. Por orientação da Polícia Militar, foi à Delegacia registrar o Termo Circunstancial de Ocorrência e a realização de exame de corpo de delito. A Polícia Legislativa não se vale de nenhum tipo de armamento ou qualquer instrumento defensivo.
A Mesa Diretora, por meio do presidente Helio de Sousa (DEM), lamenta o ocorrido e tomará todas as providências para esclarecer responsabilidades e as medidas necessárias para evitar que fatos dessa natureza voltem a ocorrer”.
*Informações de Mirelle Irene
https://www.youtube.com/watch?v=I6YFLDtOmjE









