Os deputados estaduais aprovaram em primeira votação na Assembleia o projeto da governadoria que solicita autorização para a venda de até 49% das ações da Celg Distribuição que ainda pertencem ao Estado. O governo federal já incluiu a Celg no pacote de desestatização e também deve encaminhar ao Congresso Nacional um pedido de autorização para a venda dos 51% que detém das ações da companhia energética.

Na Assembleia, a privatização da Celg tem gerado muita polêmica. O deputado Júlio da Retífica, do PSDB, acredita que o processo é irreversível:

“A maioria das ações da Celg é do governo federal. A presidente Dilma precisa fazer caixa e vai se desfazer do que tem. A Celg é um caso desse. O estado de Goiás detém 49% e não tem o que discutir. Mesmo que votássemos contra, a diretoria que tem a maioria das ações poderia decidir sem a nossa votação. Só estaríamos desvalorizando as ações da Celg”.

“Uma vez decidido pelo governo federal, que é o dono das ações da empresa, nós temos que concordar. Foi isso que fizemos. Vamos torcer para que uma empresa compre a Celg e faça os investimentos que precisam ser feitos”, finaliza.

O deputado Bruno Peixoto, do PMDB, é contra a privatização da Celg. Segundo ele, a bancada do partido vai tentar reverter o processo:

“Estão delapidando o matrimônio dos goianos e do povo brasileiro. Nós da oposição não podemos aceitar isso, até porque as empresas privadas, ou seja, individual, tendo o controle majoritário da nossa central elétrica, sem dúvida vai aumentar a tarifa. Quem vai acabar pagando é o povo goiano. Precisamos votar não à privatização. Isso já foi informado ao vice-presidente do Brasil, Michel Temmer”.

*Com informações de Mirelle Irene