Na tarde de ontem, o Verdão recebeu uma notícia negativa: o atacante Felipe, que defendeu o Goiás nos anos de 2009 e 2010, venceu uma ação na justiça contra o clube e bloqueou 700 mil reais mensais do caixa esmeraldino.
Atacante Felipe ganha ação na justiça e pede bloqueio de 700 mil reais no Goiás
No começo da noite dessa quarta-feira, João Bosco Luz, ex-presidente e atual diretor jurídico do Goiás, concedeu entrevista exclusiva à Rádio 730 e explicou a disputa judicial com o atacante Felipe. “Inicialmente, ele pleiteava um pagamento de verbas rescisórias mais um seguro que ele, supostamente, teria direito. Ele não tinha direito a esse seguro, então ficou restrito às verbas rescisórias. O processo estava em trâmite desde 2011, e agora a decisão foi julgada, mas o Goiás ainda não foi citado para efetuar esse pagamento. Entendemos que tem muita coisa a ser feita ainda”.
A ordem de bloqueio, no valor de quase 700 mil, foi criticada pelo diretor jurídico esmeraldino. “Qualquer ordem de bloqueio é irregular porque tinha de ser dada a possibilidade do Goiás pagar espontaneamente. Não fomos notificados a pagar espontaneamente”.
João Bosco revelou ainda os valores pedidos pelo ex-atacante ao Verdão no processo. “As verbas rescisórias seriam no valor normal, de 673.902 reais. Já o seguro seria de maior valor. Seriam 12 parcelas de 110 mil reais, algo em torno de 1 milhão e 300 mil reais”.
O ex-presidente esmeraldino contou que o clube já fez diversas tentativas de resolver a situação com Felipe, mas não obteve sucesso. “Tem toda uma história: quando o Felipe se desligou do Goiás e foi para o Atlético, o Edminho trabalhou muito para resolver essa situação, mas o jogador entendia que tinha direito ao seguro, então não conseguíamos resolver. Tentamos fazer o acordo com o Felipe por diversas vezes, mas ele não aceitou. O Goiás fez o possível para resolver a situação, mas, infelizmente, não foi possível”.
João Bosco Luz comentou que o “caso Felipe” é o único processo trabalhista, envolvendo o Verdão, que ainda não foi solucionado. “É a única ação em aberto desde 2011, quando o Hailé assumiu. O passivo gira em torno de 12 milhões de reais. Todos os outros processos, inclusive do Araújo e do Claudinei (Oliveira, ex-técnico esmeraldino), já foram acertados”.







