O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás (SINTEGO) estima que, antes das férias, a paralisação dos trabalhos atingia cerca de 42% das escolas em toda a rede estadual. Na próxima segunda-feira, dia marcado para a volta ao trabalho, a categoria realiza assembleia geral em Goiânia para avaliar as novas propostas feitas pela Secretaria de Educação e o Governo Estadual.
Será realizada uma votação para decidir se os professores e administrativos começarão ou não o segundo semestre em greve. A reunião está marcada para às 9h da manhã da próxima segunda-feira, em frente à Assembleia Legislativa de Goiás. A presidente do SINTEGO, Bia de Lima, explica que pontos serão apresentados para a deliberação dos funcionários da Educação:
“Vamos avaliar o que foi aprovado na Assembleia Legislativa em junho, que aprovou o projeto de reajuste de 13%, ver se o pagamento desse mês vai sair e também queremos uma audiência com a secretária da educação e o governador. Veremos quais serão as propostas para os profissionais da categoria e o que teremos de novidade para apresentar na segunda (03) e reavaliar o movimento”.
Bia de Lima ainda ressalta que a recente decisão da Secretaria da Fazenda de dividir os pagamentos dos servidores causa ainda mais insatisfação entre a categoria. O Governo vai pagar até o dia 31, esta sexta-feira, salários de até R$ 3,5 mil; os valores acima disso serão quitados até o dia 10 de agosto.
“O Governo na verdade trocou seis por meia dúzia. Não estamos satisfeitos com o parcelamento e nem com a forma com que está sendo apresentada. Queremos o pagamento integral dentro do mês trabalhado. Esse é um acordo com o governo tem com os servidores públicos. Nossos salários já são tão pequenos”, declara.
A secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira, conversou com a 730 durante evento no Palácio das Esmeraldas e espera que a categoria retorne ao trabalho já a partir da próxima semana e explica as medidas tomadas pelo Governo a partir das reivindicações dos educadores:
“O 1% do piso já foi incorporado ao salário desse mês, o bônus, que havia uma certa insegurança, foi pago. Então eu acho que os professores receberam a manifestação da secretaria em preservar esses direitos para maio e junho terá o atraso parcelado. Acho que a situação para o início do semestre será tranquilo”.
A reunião geral dos professores e administrativos está marcada para às 9h da manhã da próxima segunda-feira, em frente à Assembleia Legislativa de Goiás, quando vão decidir se continuam ou não em greve.
*Com informações de Rubens Salomão












