Nas últimas semanas, o clima entre o goleiro Márcio e Adson Batista, diretor de futebol do Atlético, esquentou. Porém, as polêmicas entre os dois já são “águas passadas”, como destacou o arqueiro rubro-negro em entrevista exclusiva ao repórter Juliano Moreira, da Rádio 730.

Márcio fez questão de esclarecer que desentendimentos são naturais e que sua relação com Adson continua a mesma. “Sempre foi e sempre será, independente do futebol. Um dos sentimentos que mais vale no ser humano é gratidão e eu sou muito grato ao Adson por ter me trazido ao Atlético. Não tem como não ter desgaste, às vezes, em um relacionamento de 9 anos. Como eu sou porta-voz do elenco, tenho que pleitear, reivindicar direitos do grupo e, algumas vezes, ocorrem desentendimentos”.

O goleiro revelou que as críticas de Adson após a o Dragão ser goleado por 4 x 0 pelo Botafogo no Rio de Janeiro não agradaram o grupo de jogadores. Porém, garante que a situação já foi resolvida. “O que soou mal para o grupo foi uma declaração do Adson após a derrota para o Botafogo. Quando ficamos oito partidas sem perder, ninguém veio enaltecer o grupo, mas quando perdemos para o Botafogo, aconteceu essa declaração, que não agradou. Na maior humildade, ele foi perante ao grupo e deu o ponto de vista dele e a situação foi resolvida. Nós não queremos só elogios também. Queremos um meio termo, nem tanto pra baixo, nem para cima”.

O arqueiro ainda negou que exista comodismo no elenco atleticano e garantiu que o grupo está focado em acabar com qualquer chance de rebaixamento. “Se tivesse cômodo, não estaríamos preocupados. O Atlético briga para não cair desde o início da competição e não estamos nem próximos dessa meta ser alcançada. Temos a necessidade de pontuar e espero que as vitórias venham o quanto antes. Deixamos de ser uma equipe que perdia muito para ser uma equipe que empata muito. Vamos passo a passo em busca do objetivo, que é fugir do rebaixamento”.

Márcio ainda negou que as declarações de Adson, de que “têm jogadores que se acham maiores que o clube”, tenham sido endereçadas à ele. “Eu quero ser grande para minha família, para meus pais, meus filhos. Não quero ser maior que o Atlético nunca. Estou há 9 anos no clube, completei 500 jogos. Não estou aqui à toa. Nenhum jogador é maior que o clube”.

Por fim, Márcio fez questão de explicar o motivo de estar usando a camisa 12 invés da tradicional camisa 1 e fez questão de ressaltar que não se trata de nenhum tipo de “protesto”. “Cheguei a ouvir algumas pessoas falando que é algum tipo de protesto, o que, sinceramente, não sei de onde tiraram isso. O que acontece é que a fabricante de material esportivo do Atlético mandou uma camisa que ficou pequena em mim e, para eu jogar com um uniforme que eu me sinta mais confortável, pedi para usar a 12, que era em um tamanho maior. Assim que os novos uniformes chegarem, a camisa 1 deve vir em um tamanho maior e eu poderei voltar a usar o número”.