Em reunião realizada nessa quinta-feira (12), no AlphaPark hotel, a Federação Goiana de Futebol (FGF), juntamente com representantes dos 10 times que disputarão a 1ª divisão do estadual discutiram e definiram o regulamento de competição. Em relação ao ano passado, a fórmula de disputa foi mantida, porém, alguns critérios mudaram.

A disputa se mantém com dois grupos (A e B), de cinco times, onde eles se enfrentam em três turnos, 1° e 2°confrontando adversários dos outros grupos e no 3° turno duelando na própria chave. Na fase final é que vem as alterações: classificam-se para as semifinais o 1° colocado de cada grupo e o 3° e 4° são definidos pela pontuação geral na tabela, e não mais por grupo.

Além disso, no critério de desempates nas finais não existirá mais a vantagem de quem fez mais pontos na fase regular. Em caso de dois resultados iguais na disputa, o desempate irá para as cobranças de penalidades. Nos últimos anos essa vantagem veio fazendo a diferença para coroar o campeão e por 8 votos a 2, foi definida pelo fim da vantagem.

Para a definição dos grupos foi utilizado critério técnico. Se baseando na classificação do Goianão passado, ficaram no grupo A Goiás, Trindade, Itumbiara, Crac e Anápolis. Na outra chave (grupo B) entraram Aparecidense, Goianésia, Atlético, Anapolina e Vila Nova. Os grupos enfrentam a outra chave no 1° e no 2° turno, no 3° jogam dentro da própria chave.

O presidente da FGF, André Pitta, explicou a reunião: “É o momento em que discutimos cada detalhe com os clubes, porque quem faz a competição são eles. Nós (Federação) só colocamos em prática, mas quem sugere e define são os clubes. Tudo que fazemos é pensando no equilíbrio do campeonato e na satisfação do torcedor, que o maior envolvido pelo Goiano”.

PONTOS DE VISTAS

Antes as definição quatro equipes propuseram mudanças na fórmula de disputa. O Goiás, através do diretor de futebol, Harlei Menezes, propôs ao Conselho um campeonato por pontos corridos, todos os clubes se enfrentando em turno e returno. Quem somasse mais pontos no primeiro turno seria um campeão e quem somasse mais no segundo seria o outro campeão. Esses dois fariam a final do Goiano em uma final única.

A ideia foi a única mantida na votação, mas recebeu apoio apenas do Trindade e acabou sendo vencida por 8 a 2 em favor da manutenção da fórmula atual. O Vila Nova e a Aparecidense propuseram a criação das quartas-de-final, classificando quatro equipes de cada grupo e apenas o último colocado de cada chave seria rebaixado. Porém, ambos os clubes retiraram a proposta e ela nem foi a votação.