Após jogo disputado contra o desesperado Macaé, o Atlético contabilizou a quarta derrota consecutiva em cinco jogos. O último ponto somado pelo rubro-negro foi em casa no empate sem gols contra o Santa Cruz, quando ainda tinha chances, mesmo que remotas, de chegar ao G-4. Para Adson Batista, o que faltou à equipe na noite deste sábado (14), foi um líder em campo.

“Faltou liderança, faltou alguém dizer ‘a bola tem que passar no meu pé’, e às vezes não é nem no pé, ‘a bola tem que passar na minha mão’. Não vi ninguém se entregando, ninguém sugando ninguém, vamos ter que contar com a nossa torcida pra ganhar o jogo contra o Oeste”, afirma o diretor de futebol do Dragão, dando a entender que os pés seriam dos jogadores experientes de linha, e a mão do então capitão do time, o goleiro Márcio.

Adson não ficou apenas nas críticas ao time, e acredita que a arbitragem tenha de certa forma contribuído para o placar negativo, principalmente por não ter marcado um pênalti em Jorginho, aos 33 minutos da primeira etapa, e pede a interferência de André Pitta para a melhor escolha da arbitragem.

“Precisamos do presidente da federação aqui no jogo, precisamos de um árbitro que apite o jogo direito, hoje veio um mato-grossense que só apita pra eles, não apitou pra nós um pênalti claro em cima do Jorginho, ficou o tempo todo apitando pra eles, muito tendencioso”, ressalta em referência a Paulo Schleich Vollkopf, que apitou o duelo.

Apesar do descenso no qual o time se encontra nas últimas cinco partidas, o diretor de futebol do rubro-negro acredita que a torcida fará a diferença no próximo jogo contra o Oeste, também no Serra Dourada. “É o reflexo do que vínhamos falando há cinco partidas atrás, tem que levar a sério. Agora temos que juntar os cacos pra enfrentar o Oeste”, afirma.

O Dragão vai a campo contra o rubro-negro paulista na próxima sexta-feira (20), a partir das 19h. A última apresentação do Atlético em Goiânia é também um confronto direto, já que ambos têm a mesma pontuação na tabela, e o Oeste fica a frente pelo saldo de gols. Uma nova derrota dos goianos obrigaria a decidir a permanência contra o Bahia em Salvador, na última rodada.