O Secretário de Estado da Saúde, Leonardo Vilela, concedeu na manhã desta quarta-feira (2) em seu gabinete na SES-GO, entrevista coletiva sobre a investigação dos casos de microcefalia em Goiás, e da possível relação da doença com o zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, o mesmo da dengue e febres amarela e chikungunya.

Segundo o secretário, dos nove casos de microcefalia suspeitos de infecção pelo zika no estado, seis já foram descartados. Os demais três casos, identificados nas cidades de Rio Verde, na semana passada, e Pirenópolis e Montividiu nesta semana, ainda seguem sob investigação. Ele afirma que ainda não há um exame específico para identificação imediata da infecção pelo novo vírus, e ressalta os sintomas.

“Só poderemos confirmar os casos quando tivermos exames laboratoriais disponíveis para isso. Hoje no nem no mundo existe, estão sendo desenvolvidos, a expectativa é que no início do ano que vem já tenhamos condições de identificar se houve ou não a infecção por zika vírus. Os exames que temos hoje permitem identificar o vírus no organismo da pessoa se o sangue for coletado até o quinto dia após o aparecimento dos sintomas, que são febre, manchas e olhos avermelhados, dores no corpo”, explica.

Vilela chama a atenção também para suspeitas de casos da síndrome de Guillain-Barré, que também é causada pelo zika vírus, e apontas as unidades hospitalares na capital para encaminhamento de possíveis infectados com a nova doença.

“A unidade referência para suspeita de microcefalia por zika vírus é o Hospital Materno Infantil (HMI). As suspeitas por síndrome de Guillain-Barré, que são causadas, também pelo zika vírus, o Hospital de Doenças Tropicais (HDT)”, reforça o secretário.

A SES-GO destaca que a melhor forma de se evitar o zika vírus é o combate ao mosquito, evitando que se deixe água parada para a proliferação do inseto, e faz recomendações às gestantes para que se protejam contra a doença. “Utilizar, na medida do possível, manga longa, telas protetoras contra o mosquito nas janelas, nas portas, repelentes, fazer o pré-natal de forma adequada e evitar o contato com pessoas que apresentem doenças que levem a manchas avermelhadas na pele”, conclui o secretário.

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