O retrospecto em 2015 foi determinante para a permanência de Márcio Fernandes no comando do Vila Nova para a temporada 2016. O treinador, que desde o final da Série C, aguardava resoluções financeiras do clube e um possível aumento de salário, que não veio, falou em entrevista exclusiva ao repórter Enoque Neto, da Rádio 730, sobre mais um ano de contrato firmado com o colorado.
Ouça a entrevista na íntegra: {mp3}stories/2015/dezembro/MARCIO_FERNADES_28_12{/mp3}
“A gente achou que realmente valeria a pena mais um tempo, mesmo não tendo nenhuma valorização em cima do que a gente já ganhava. Mas acho que por tudo que envolve o Vila Nova e por essa torcida maravilhosa, vale a pena. Então a gente comprou essa ideia, esperando que a gente possa fazer um ano maravilhoso como foi o de 2015 e levar o Vila Nova à Série A que é o nosso intuito maior”, relata.
Experiente, o treinador sabe dos desafios que terá pela frente com parte do elenco reformulado, já que muitos atletas não renovaram ou foram dispensados pelo clube. A respeito das novas contratações, Márcio Fernandes afirma ser flexível, e que o importante não é ter trabalhado ou não com o jogador, mas sim se ele será bom e competitivo para o time.
“Sou um cara bem flexível e se o jogador é bom não interessa se trabalhou comigo ou não. Se for uma coisa boa para o Vila; porque o mais importante não sou eu, não é o Guto, não é o Hugo nem o Chico, então o mais importante é que realmente o Vila ganhe com isso. E o que mais a gente se preocupou é que viessem jogadores com característica realmente guerreira, que isso é o que condiz com a equipe do Vila”, ressalta.
Para 2016, o comandante não terá mais à disposição os jogadores Marcelo, Anderson, Arthur, Baiano, Palhinha, Sandrinho, Bruno Lopes, Hermínio, Vitor, Igor, Lucas Cunha, Francesco, Gustavo Bastos, Moisés e Ramires. O comandante colorado destaca que o fator principal com a saída dos atletas é a perda de entrosamento, mas prefere não citar os preferidos.
“Principalmente os jogadores que eram titulares da equipe, eram jogadores que eu tinha muita confiança, por isso eles eram titulares. Jogadores com muita qualidade, já entrosados. Então a gente perde muito em termos de entrosamento, a gente perdeu seis jogadores titulares da equipe. Eu citar um ou outro, isso não é do meu feitio, porque cada um que a gente perdeu tem a sua qualidade, e a sua representatividade para a equipe”, analisa.
Apesar das conquistas do Goianão 2ª Divisão e da Série C do Brasileirão, Márcio mantém o discurso de não prometer títulos, mas garante que a equipe que dirigirá vai honrar a camisa vilanovense. “Não sou de prometer títulos, nada disso. Sou cara de trabalhar. O que o torcedor pode esperar é uma equipe competitiva, que honre a camisa do Vila, as tradições que o Vila tem, isso sim”, conclui.












