O advogado João Vicente, afirma que o Goiás vê com tranquilidade e acredita ser desnecessária a nota de repúdio enviada pela empresa Kappa, com a qual o clube tinha contrato até 2017. O motivo da nota foi a rescisão do esmeraldino com a fornecedora italiana para o acerto com a canadense Dry World, oficializado nesta terça-feira (5).
Em entrevista exclusiva ao repórter André Rodrigues, da Rádio 730, João Vicente informa que o clube já havia comunicado a Kappa no final do mês de dezembro, via nota em cartório, sobre a rescisão. O motivo seria a demora no fornecimento do material solicitado pelo clube, além de quatro lojas do Goiás em shoppings da capital, que não foram abertas.
“A Kappa já tinha ciência dos pontos de insatisfação do Goiás, por reuniões que foram feitas, inclusive, se não me engano, a última no mês de novembro. O que o Goiás quis foi a resolução de um problema que ocorreu no ano de 2015, que foi tentado resolver por algumas vezes amigavelmente, e infelizmente não aconteceu. Por conta disso que houve essa modificação para a rescisão do contrato, é basicamente isso”, relata.
A fornecedora italiana afirmou na nota que soube do fim do contrato apenas por meio da imprensa, e que vai recorrer à justiça, já que considera a decisão como “unilateral”. Apesar dos fatos, Vicente afirma que o esmeraldino não descarta ter a italiana como fornecedora novamente no futuro.
“Nunca se sabe o dia de amanhã, talvez seja uma empresa que futuramente volte a fornecer aí o seu material esportivo para o Goiás, uma parceria que volte a existir. Então de forma alguma o Goiás quer agir de forma desrespeitosa com a Kappa, talvez se pareceu isso para a Kappa, foi uma impressão errada”, ressalta.
Na nota, a Kappa demonstrou estar “perplexa” com o ocorrido e classificou a atitude do clube como “antiética”, e que buscará judicialmente meios de cancelar o novo acordo do Goiás feito com a Dry World, assinado pelos próximos cinco anos.
Confira a nota na íntegra, enviada no final da tarde desta terça-feira (5):













