Em resposta a decisão do juiz Élcio Vicente da Silva, da 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual, determinando a suspensão do reajuste na tarifa do transporte coletivo anunciado ainda no início deste mês, o Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (SET), antigo Setransp, reagiu de forma imediata condenando a decisão e avisando que esta decisão poderá fazer com que o sistema entre em colapso.

O presidente do SET, Décio Caetano, argumenta de forma contrária a decisão judicial e promete que o sindicato, assim que comunicado, vai entrar com recurso para derrubar a liminar.

“Manter uma tarifa de R$ 3,30, como era anteriormente, o sistema não sobrevive, ele se torna insolvente, condiciona às empresa inclusive a não honrar o pagamento dos trabalhadores. As empresas estão se preparando para que esta decisão seja revertida”, afirma.

Décio Caetano afirma ainda que o retorno da tarifa do transporte para R$ 3,30 inviabiliza o sistema, e esclarece que o método de pagamento das despesas das empresas apenas com o valor cobrado das passagens não é o sufiente.

“É insustentável esse modelo em que a tarifa do transporte custeia todo o sistema. A tarifa que é cobrada hoje de R$ 3,70 tem que pagar o salário do motorista, o óleo diesel, as peças, a manutenção dos terminais, o custeio do órgão gestor, enfim, e investimentos que as empresas têm de fazer”, enumera o presidente.

As empresas reclamam de prejuízo, que ultrapassa R$ 27 milhões nos exercícios de 2009 a 2014, além do atraso no pagamento por parte dos órgãos públicos que fizeram acordo para assumir o custo das gratuidades, e apontam a redução de 8% de usuários no ano passado, fator que resulta em 11% de queda nos dois primeiros meses do ano.

Com informações do repórter Vinícius Tondolo.