O jogador do Vila Nova que mais chamou a atenção da mídia neste ano foi o atacante Wendell Lira. E não poderia ser diferente. O atleta recebeu o prêmio Puskas concedido pela Fifa por ter feito o gol mais bonito da temporada de 2015. Porém, mesmo com a fama, Wendell não está sendo aproveitado pelo clube colorado.

Logo após a premiação, Wendell revela que recebeu propostas de clubes, como o Audax, de São Paulo, o Gama e o Brasiliense, e que todas elas eram maiores do que o salário dele no Vila, mas que ele preferiu permanecer em Goiânia.

“Eu pensei no futuro e na realização de um sonho em jogar no Vila Nova. Eu acho que fiz a escolha certa no momento. Todas as propostas foram melhores financeiramente melhores que a do Vila. Praticamente o dobro. Eu preferi ficar porque foi uma opção de ficar perto da minha família e poder fazer um campeonato bom pelo Vila, o que, infelizmente, não tem acontecido”, desabafou o jogador.

O discurso de Wendell Lira sempre foi de cumprir o seu contrato até o fim do ano e tentar fazer o seu melhor pelo Vila. Com as poucas chances de jogar, ele já cogita conversar com a diretoria para que haja um acordo entre ambas as partes no restante do ano.

“Eu não quero atrapalhar o Vila Nova. A partir do momento em que o pessoal achar que eu não estou rendendo ou não devo continuar, eu quero seguir o que for melhor para o clube e para mim. Mas é difícil porque sem jogar você não rende o seu melhor”, avaliou.

Avaliação

O jogador não se exime de culpa e considera que a sua pré-temporada não foi bem realizada por conta dos eventos da premiação, mas acredita que merecia mais oportunidades na equipe do Vila.

“Infelizmente não estou tendo essa oportunidade de entrar ou até mesmo começar jogando. Nós vivemos de ritmo de jogo. Jogador sem ritmo não consegue dar o seu melhor. Mas eu respeito todos que estão jogando e o professor”, comentou Wendell.