A Polícia Federal, por meio da Operação Lava Jato, apurou nesta terça-feira (22) que mais de 200 políticos de 18 partidos teriam recebido possíveis repasses da empreiteira Odebrecht.
As informações estavam em poder do presidente do departamento de infraestrutura da companhia, Benedicto Barbosa Silva Júnior, conhecido como “BJ”, e só foram a público nesta terça, por terem sido apreendidas há um mês atrás durante a 23ª da operação, chamada de “Acarajé”, nome dado ao dinheiro vivo supostamente utilizado no esquema.
Apesar de não poderem ser consideradas como provas, as planilhas citam valores de suspeito esquema de caixa dois dentro da Odebrecht e nomes de políticos como do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), este último morto em 2014 em um acidente aéreo.
Parte significativa da contabilidade se refere à campanha eleitoral de 2012, quando foram eleitos prefeitos e vereadores. As informações declaradas no SPCE (Sistema de Prestação de Contas Eleitorais, do TSE) desse ano não correspondem às dispostas nas tabelas.
Em uma das planilhas, as siglas OTP e FOZ aparecem assinaladas ao lado de diversos candidatos, mas nem Odebrecht TransPort nem Odebrecht Ambiental (Foz do Brasil) realizaram doações registradas naquela eleição.
Em 2012, a Construtora Norberto Odebrecht doou R$ 25.490.000 para partidos e comitês de campanha e apenas R$50 mil para uma candidatura em particular –a de Luiz Marinho, candidato do PT à prefeitura de São Bernardo do Campo (SP).
Em 2014, a soma de doações da construtora foi de R$ 48.478.100, divididos entre candidaturas individuais e comitês dos partidos. Em 2010, o total foi de R$ 5,9 milhões, apenas para partidos e comitês de campanha. Nos documentos, alguns parlamentares são citados pelo apelido.
Confira a lista de apelidos citados nas planilhas:
Jaques Wagner: Passivo
Eduardo Cunha: Carangueijo
Renan (Calheiros): Atleta
José Sarney: Escritor
Eduardo Paes: Nervosinho
Humberto Costa: Drácula
Lindbergh Farias: Lindinho
Manuela D’Ávila: Avião
{gallery}2016/planilhaslavajato{/gallery}
Copacabana e Leblon
Os documentos foram apreendidos por quatro equipes da PF em dois endereços ligados a Benedicto Barbosa Jr. no Rio de Janeiro, nos bairros de Copacaba e Leblon. Além das planilhas, há bilhetes manuscritos, comprovantes bancários e textos impressos. Alguns dos bilihetes encontrados mencionam obras como a Linha 3 do Metrô do Rio. Outro texo refere-se ao funcionamento de um cartel de empreiteiras investigadas na Lava Jato. O grupo é conhecido como “Sport Club Unidos Venceremos”.
Lista que indica em qual página cada citado aparece
Com informações do site UOL.







