Depois do pronunciamento do relator do projeto de Impeachment, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), os líderes dos 25 partidos que tem representatividade na Câmara usaram a tribuna para mostrar o posicionamento de suas legendas e orientação das bancadas.
O primeiro a discursar foi o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), que orientou a bancada a votar favorável ao Impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ele também conclamou que após a votação, as forças políticas do País matenham diálogo. “Que amanhã, independente do resultado, possamos sentar na mesma mesa,” afirma.
Em seguida foi a vez do Afonso Florence (PT-BA), que em seu discurso citou por várias vezes que o “Impeachment é golpe”.
Dono da terceira maior bancada da Câmara, O PSDB foi representando pelo baiano Antônio Imbassahy, que disse que a presidente Dilma Rousseff se elegeu em campanha financiada pelo Petrolão.
Nos pronunciamentos seguintes, Aelton Freitas (PR-MG) foi o único a pedir que sua bancada votasse contra a admissibilidade do Impeachment. Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Rogério Rosso (PSD-DF), Fernando Coelho Filho (DEM-AM), Márcio Marinho (PRB-BA) e Wilson Filho (PTB-PB) orientaram as respectivas bancadas a votarem favoralmente.
O maranhaense Weverton Rocha, do PDT, citou que Leonel Brizola, anunciou que Ciro Gomes será candidato a presidência em 2018, e recomendou o voto contra o Impeachment.
Na sequência, Genecias Noronha (SD-CE), Renata Abreu (PTN-SP), Rubens Bueno (PPS-PR) e André Moura (PSC-CE) apoiaram o Impeachment. Enquanto Daniel Almeida (PC do B-BA) se posicionou de maneira contrária.
O deputado Givaldo Carimbão disse que votará contra o Impeachment, mas que todos os demais da bancada serão favoráveis. Sarney Filho (PV-MA) defendeu a saída da presidente. Ivan Valente (PSOL-SP) se colocou contrário ao que ele chamou de golpe branco.
O deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF) orientou a bancada a votar sim ao Impeachment, mas afirmou que um dos deputados do partido votaria contrário.
No fechamento dos discursos, o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), afirmou que os deputados da Rede estavam livres para votarem conforme desejassem, mas salientou que era contra o Impeachment.
Com o discurso veemente de sempre, o deputado Sílvio Costa (PT do B), disse que o processo de Impeachment é encabeçado por um corrupto, Eduardo Cunha. E ainda afirmou que 95% dos deputados de oposição não tinham moral para criticar Dilma Rousseff.
Alfredo Kaefer (PSL-PR) orientou sua bancada a votar a favor do Impeachment. Ele foi sucedido por Júnior Marrecada (PEN-MA), que se posicionou contrariamente. Weliton Prado (PMB-MG) apoiou o Impeachment, mas pediu a realização de novas eleições.
Por fim, o líder da minoria na Câmara, Miguel Haddad (PSDB-SP), defendeu e admissibilidade do Impeachment. E o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), fechou os discursos dizendo que não existe legalidade na tentativa de tirar a presidente Dilma Rousseff.








