Depois das declarações do presidente do Sindtransporte, Alberto Magno – que criticou a paralisação do transporte coletivo de Goiânia na manhã desta 2ª feira (26) -, o líder do Sindicoletivo, Carlos Alberto, também quis se posicionar sobre o caso e, durante o programa Cidade Urgente, da Rádio 730, avisou que a ação foi promovida individualmente pelos motoristas, que querem melhores condições de trabalho e salários.

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Questionado sobre uma afirmação feita pelo presidente de outro sindicato, que a classe de trabalhadores do transporte estaria negociando aumento salarial, Carlos Alberto negou. Além disso, segundo ele, tudo era pra ter sido feito até o começo de março.

“Já estamos em abril e não houve nenhuma luz por parte da empresa. Verdadeiramente estamos na época da database, mas a negociação nem começou. Era pra ter sido feita até o começo de março”, disse o presidente do Sindicoletivo, Carlos Alberto.

REIVINDICAÇÕES

De acordo com Carlos Alberto, o problema é que a categoria está trabalhando com um salário muito defasado, as condições de trabalho impostas aos motoristas são humilhantes, que chegam a trabalhar quase 12h por dia. E isso, ainda segundo ele, são apenas alguns dos problemas que os motoristas enfrentam. Assim, o sindicato defende que o motorista tenha que, “apenas”, dirigir.

“Hoje ele presta informações ao usuário, opera rampa de cadeirantes, faz venda a bordo, opera rádio de transmissão, opera GPS, é obrigado a limpar o carro quando chega na garagem, tem que bater pneu, tem que olhar óleo e ainda é responsável por qualquer acidente que venha a acontecer no decorrer do dia. Chega disso!”,  esbravejou Carlos Alberto.

SINDICOLETIVO X SINDITRANSPORTE

Outra dúvida que surgiu depois das declarações do presidente do Sindicoletivo, Alberto Magno – que disse que a paralisação se possuía cunho político – foi desmentida pelo presidente do Sinditransporte, Carlos Alberto. Segundo ele, na verdade, não houve uma organização. Tudo foi feito individualmente pelos motoristas, a partir das 2h.