A informação sobre o encerramento da fase de depoimentos da CPI do endividamento da Celg foi dada ontem (4), pelo presidente da Comissão, Hélio de Sousa (DEM), em entrevista ao repórter Marcos Cipriano.

Para ele, as questões de convocações e apresentações, tanto da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), quanto do Tribunal de Contas estão encerrados.

Segundo Hélio de Sousa, agora, será feito um “trabalho interno”. Assim, uma equipe de procuradores e com a participação do relator da CPI, Humberto Aidar (PT), voltado a elaboração de um relatório. Se acordo com ele, foi solicitado um prazo de até 20 dias para que determinados materiais – que estavam pendentes -, chegassem.

“Estão chegando e, com certeza, provavelmente, na segunda semana do mês de março, estaremos entregando o relatório para o plenário”, informou o presidente da CPI.

O deputado diz ainda que, ao final das investigações, será possível apontar quais fatos levaram o endividamento da empresa. Dessa forma, para Hélio de Sousa, uma vez pronto o relatório, não haverá dúvidas de quais são as principais causas do endividamento.

“Com certeza diz respeito a perda de patrimônio como Corumbá 1, as hidrelétricas que perdemos para o Tocantins, a questão do subsídio que a Celg bancava e era para ser ressarcida pelo Governo Federal, e não foi… Temos a questão dos empréstimos que são pesados no valor do montante da dívida. E, também, vamos discutir a questão da publicidade. Coincide muito com períodos eleitorais, onde há aumento de publicidade”, avaliou o deputado.

Enquanto os deputados investigam o origem do endividamento da Celg, as negociações com a Eletrobrás para a liberação de recursos para a estatal continuam. Segundo o presidente da empresa, Carlos Silva, em breve uma definição deve ser anunciada.

“Temos acompanhado e estamos aguardando para os últimos detalhes. Acho que falta bem pouco e acho que, ‘logo-logo’, receberemos o anúncio da finalização dessas negociações”, disse o presidente.

Melhoras?

Apesar do problema financeiro da empresa de energia de Goiás, Carlos Silva revelou que a empresa teve um “bom 2009”, conseguindo fechar o ano com lucro. Segundo ele, o grande problema é mesmo o financeiro.

“Estruturalmente, operacionalmente, ela tem melhorado bastante. Inclusive, no terceiro trimestre de 2009, nós fechamos o balanço com R$ 6 de lucro. E ainda conseguimos investir acima de R$ 200 milhões. Isso demonstra que ela é uma empresa viável. Ela tem condições de atender as necessidades do povo goiano”, apontou Carlos Silva ao repórter Marcos Cipriano, da Rádio 730.